Conheci a história de Anna no canal da Mariana Kupfer no YouTube, o "Amar", do qual gosto muito. Ela entrevistou a mãe de Anna, Cláudia Petlik, que contou que o marido escreveu um livro para a filha deles, que morrera num acidente doméstico quando estava prestes a completar quatro anos. Imediatamente eu quis adquiri-lo.
O livro não é um primor de escrita, mas é uma das declarações de amor mais lindas que já vi. Rudi uniu histórias, fotos, desenhos, poemas, canções e partes de um diário numa homenagem à filha falecida. Convidou amigos artistas que contribuíram com imagens e poemas.
Rudi e Cláudia são judeus e acreditam que boas ações em nome de quem se foi ajudam a elevar a alma desta pessoa. Em uma viagem a Israel, pouco tempo após a morte de Anna, conheceram um parque com acessibilidade e trouxeram a ideia para o Brasil. Surgiu então a ALPAPATO (Anna Laura Parques Para Todos). A ALPAPATO faz parcerias com instituições, prefeituras etc e doa para a comunidade parques acessíveis, para que crianças com e sem necessidades especiais brinquem juntas. O casal também contribuiu para a inauguração de uma biblioteca pública em Tel Aviv, que leva o nome de Anna Laura e é um centro de convivência para árabes e judeus.
?Meu desejo é dedicar o que resta de minha vida a Anna. Se tiver forças, quero ter filhos que façam algo pelo mundo. Filhos que não teriam vindo ao mundo se não fosse pela partida dela. Quero seguir fazendo o bem, mas desta vez apenas em seu nome. Quero demonstrar todo o amor que tenho por ela e que me transborda. (...) Tudo o que fizer, farei Em Nome de Anna. Será minha razão de viver.?