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    O Percevejo -

    Vladímir Maiakóvski

    Editora 34
    2009
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788573264234
    Português Brasileiro
    4
    285 avaliações
    Leram451Lendo15Querem505Relendo2Abandonos2Resenhas21
    Favoritos24Desejados505Avaliaram285

    Obra-prima da arte de vanguarda russa e ponto alto da produção teatral de Maiakóvski, a comédia fantástica O percevejo - redigida no final de 1928 e encenada no ano seguinte - assinala também um ponto de inflexão na trajetória do poeta. Neste texto, o entusiasmo de Maiakóvski com a Revolução de 1917 dá lugar a uma visão crítica do futuro do socialismo, expressa numa sátira contundente que mistura temas jornalísticos, jingles publicitários, mitos pessoais, canções, política, amor e ficção científica. Apesar do sucesso da peça, a montagem original de O percevejo — com cenários de Ródtchenko, trilha sonora de Shostakóvitch e direção de Meyerhold — foi duramente criticada por dirigentes partidários que acusavam Maiakóvski de ser formalista e pouco didático, o que contribuiu para o desgaste do poeta, que cometeria suicídio um ano depois, em 1930. No Brasil, a peça foi traduzida e, em 1981, levada ao palco por Luís Antonio Martinez Corrêa. É esta tradução — revista por Boris Schnaiderman, também autor do posfácio e de uma cronologia sobre a vida e a obra do poeta — que agora é oferecida ao leitor, enriquecida com um texto inédito em português do próprio Maiakóvski sobre O percevejo. Sobre o autor Vladímir Vladimirovitch Maiakóvski nasceu em 19 de julho de 1893 (ou 7 de julho, no calendário juliano), na aldeia georgiana de Bagdádi, nos arredores de Kutaíssi, hoje Maiakóvski. Aos quinze anos inicia sua militância política junto à ala bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo. Entre 1908 e 1910, sofre repetidas prisões, uma delas prolongando-se por quase um ano. Nesse período, entrega-se à leitura febril da literatura russa da época, sobretudo poesia simbolista, e começa a escrever versos. Em 1911 ingressa na Escola de Pintura, Escultura e Arquitetura de Moscou, onde trava amizade com David Burliuk, junto a quem constituiria o núcleo fundador do movimento futurista russo. A campanha de agitação em favor do movimento resulta, em 1914, na expulsão de ambos da escola, seguindo-se um período de viagens pelo país em ebulição. Após a Revolução de Outubro, adere com entusiasmo ao novo regime, colaborando com a propaganda estatal, sobretudo na elaboração de cartazes, marcados pela estética cubofuturista. Entre 1922 e 1923, organiza a editora MAF e a revista LEF, ambas pautadas pela intenção expressa de aliar arte revolucionária e luta pela transformação social. Abre-se um intenso período de viagens pela Rússia no exterior, bem como de criação artística, tanto de poesia como de teatro. Suas posições, contudo, passam a receber repetidos ataques de várias frentes, e seu grupo vanguardista sofre progressivo isolamento, acusado de fazer arte "incompreensível para as massas". Em 1930, em meio a uma grave depressão, comete suicídio. Sobre o tradutor Luís Antonio Martinez Corrêa nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 1950. Foi ator, diretor, dramaturgo, cenógrafo e tradutor. Estreou profissionalmente em 1972, como ator e assistente de direção de seu irmão, José Celso, no teatro Oficina. No mesmo ano ganhou o prêmio da APCA, na categoria Revelação, por seu primeiro trabalho como diretor, na peça O casamento do pequeno-burguês, de Bertolt Brecht. Em 1978, dirigiu A ópera do malandro, célebre adaptação de Chico Buarque para A ópera dos três vinténs, também de Brecht. Sua montagem de O percevejo foi resultado de um longo processo de criação coletiva, no qual ele próprio assumiu a tradução do texto. A peça participou de festivais na França e rendeu a Luís Antonio o prêmio Mambembe 1981 de melhor diretor. Em 1987, com a carreira em plena ascensão, morreu vítima de assassinato.

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    Our Brave New Blog18/03/2017Resenhou um livro
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    RESENHA O PERCEVEJO - OUR BRAVE NEW BLOG

    No Skoob, há uma resenha desse livro que para mim prova que literatura é algo muito complexo, a ponto de o texto ser praticamente a coisa que menos importa na hora da análise em certos casos. O cidadão deu uma estrela (até aÍ tudo ótimo) e afirmou que esse texto que “exalta o comunismo russo” prova o quanto essa ideologia é errada, a ponto de querer blábláblá (ele dá spoilers, nós não). A visão política do sujeito e a falta de conhecimento histórico o fizeram pensar que se tratava de um texto positivo e entusiasta, quando é justamente o contrário. Isso quer dizer que a interpretação dele é inválida? Claro que não. Ele praticamente chegou à mesma conclusão que o autor, só não viu que o autor queria dizer aquilo também (nem o fato de estar escrito “comédia” na capa o ajudou a entender a ironia). Talvez ele não saiba que o Senhor Maiakóvski era um poeta que inicialmente apoiava a Revolução Russa, mas no final de sua vida já não a considerava a melhor das ideias, fora o fato do próprio governo ter tentado censurá-lo e criticado fortemente o seu estilo de escrita “muito difícil para as massas”. Por isso ele criou essa peça, que é uma crítica satírica à situação da Rússia naquela época. Vamos à sinopse então: Prissipkin é um membro do partido e por isso tem privilégios dentro da sociedade comunista russa. Ele é casado com a dona de um salão de cabeleireiro, e, durante o auge do seu abuso de poder, o prédio pega fogo. Quando os bombeiros chegam com as mangueiras a água que sai congela em pleno ar, fazendo o lugar virar um enorme ringue de patinação. Anos depois, cientistas descobrem um homem e uma antiga praga, um percevejo, congelados e com chances de reviverem, e então passamos a acompanhar Prissipkin na Rússia comunista do futuro. Eu basicamente contei a maior parte da trama na verdade, porque essa peça é muito curta e para falar dela é necessário que vocês saibam que a história é dividida em duas partes: a primeira, criticando o sistema abusivo dos líderes do partido comunista no país na época do Maia, e a segunda, imaginando o rumo que esse sistema poderia tomar, resultando numa distopia que com certeza inspirou 1984, embora bem mais simples e resumido, é claro. RESENHA COMPLETA NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/resenha-o-percevejo-vladimir-maiakovski

    8 curtidas

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    • 4 estrelas40%
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    Vladímir Maiakóvski

    Vladimir Mayakovsky nasceu na Geórgia, então Rússia, em 1893. Entrou para a facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo ainda na adolescência, sendo preso várias vezes. Junto com David Burlyuk, Khlebnikov e Kruchonykh, publica o manifesto cubo-futurista intitulado Uma bofetada no gosto do público. Após a Revolução de Outubro, trabalhou na Agência Telegráfica Russa, foi redactor da revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), escreveu teatro, fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Nuvem de calças, publicado em 1915, foi talvez o seu primeiro grande poema a ser editado. Suicidou-se com um tiro, aos 37 anos de idade, em 14 de Abril de 1930.

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    Geórgia, Rússia

    Vladímir Maiakóvski