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    Memórias do cárcere

    Camilo Castelo Branco

    Unibolso
    1975
    327 páginas
    10h 54m
    ISBN-13: 9789721014121
    Português
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    Em 1 de outubro de 1860, dava entrada na Cadeia de Relação do Porto, Camilo Castelo Branco, o maior romancista da língua portuguesa. Qual o motivo? Acusavam-no de haver seduzido e raptado uma jovem mulher, Ana Plácido, que interesses familiares tinham obrigado a casar com um rico negociante muito mais velho do que ela, Manuel Pinheiro Alves. Começara, para Camilo, um amor tormentoso, que se prolongaria até seu suicídio, trinta anos depois, na casa de S. Miguel de Seide. Nessa mesma Cadeia de Relação do Porto, o grande escritor conheceu "tipos" humanos estranhos e muito diferentes, cuja desgraça a sua alma hipersensível e exaltada compreendeu profundamente. Foram os companheiros do dia-a-dia. E constituíram, também, como não podia deixar de ser, matéria óptima para um Obra que assenta na Paixão e na Tragédia. "Memórias do cárcere" representa o relato da experiência vivida pelo "Gigante de Seide" nos calabouços de uma prisão particularmente dura e primitiva, lado a lado com gente atormentada pelos dramas mais diversos. Da experiência, nos deixou Camilo testemunho espantoso, livro único na nossa Literatura e apenas comparável, por exemplo, a "Recordações da Casa dos Mortos" de Dostoiévski. O gênio de Camilo impõe-se-nos, aqui, em toda a densidade, força e subtileza e dir-se-ia que as características empolgantes da sua Obra se insinuam em casa dos capítulos inesquecíveis que o leitor percorrerá deslumbrado.

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    Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho. Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890,

    197 Livros
    127 Seguidores
    Lisboa, Portugal

    Camilo Castelo Branco