Revista Sati - Volume 2 (As Contribuições das Mulheres para o Buddhismo)

    Rita Gross, Dawn Neal, Amaro Bhikkhu, Bhikkhu Analayo, Noa Ronkin, Jetsunma Tenzin Palmo

    Edições Nalanda
    2014
    121 páginas
    4h 2m
    ISBN-10: B00P8FQ1PK
    Português Brasileiro

    A Revista Sati é uma publicação do Sati Center for Buddhist Studies dos Estados Unidos. Este número 2 da Revista Sati aborda o tema da mulher no Budismo através da lente de três temas que se sobrepõem: estudiosos budistas antigos, representações simbólicas de gênero e líderes contemporâneas inspiradoras. Histórica e culturalmente, até hoje, as mulheres são geralmente as primeiras a responder às necessidades de suas famílias, comunidades e postos de trabalho. É motivante ver como as mulheres se envolvem em projetos criativos, apesar das demandas diárias que enfrentam. É relevante para este tema refletir sobre o quanto as mulheres realizam e quantas pessoas elas aspiram servir, mesmo não recebendo qualquer reconhecimento por seus esforços. Até recentemente, quem perguntasse sobre a história do Budismo logo perceberia como era difícil encontrar informações sobre a vida e as contribuições das mulheres buddhistas. As poucas exceções provavam a regra. Apesar de algumas escolas do Budismo celebrarem deusas do sexo feminino, o “divino feminino”, e as consortes de professores do sexo masculino, as mulheres comuns têm sido geralmente negligenciadas. O que mais, além das exigências da vida diária, poderia ter ofuscado as contribuições das mulheres para o Budismo? Nos últimos 30 anos especialmente, tem havido um aumento lento, mas constante, do interesse em reconhecer e apoiar as lutas e conquistas das mulheres budistas. Na década de 1970, estudiosas como Diana Paul, Nancy Auer Falk, bhikkhuni Dhammananda (Chatsumarn Kabilsingh) e Rita Gross começaram a examinar a história das mulheres no Budismo, estabelecendo as bases de metodologias com as quais estudar aquelas omitidas pela história. Mulheres monásticas, como Ayya Khemā, Karma Lekshe Tsomo e Jetsunma Tenzin Palmo começaram a examinar as desigualdades, impedimentos culturais e as condições de vida, muitas vezes terríveis, de monjas buddhistas - revelações que alimentaram um crescente interesse e apoio. As mulheres budistas laicas no Ocidente, nomeadamente Ruth Denison, Sharon Salzburg, Joan Halifax e Christina Feldman, colocaram os seus esforços no ensino e na construção de centros comunitários de prática. Felizmente, essas mulheres têm inspirado muitos outros, homens e mulheres. Uma nova geração de mulheres, cheias de entusiasmo para com o estudo e a prática do Dharma, gozam de oportunidades que irão garantir a continuidade desses avanços importantes.

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    Míriam Medeiros Strack29/01/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Interessante! Eu não sabia que existiam linhas de estudo que pesquisam o budismo com um olhar feminista.

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