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    Arte e Letra: Estórias Z - Revista de Literatura

    Selva Almada

    Arte e Letra
    2015
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-13: 9771982922222
    Português Brasileiro
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    No combalido mercado editorial brasileiro, conseguir viabilizar uma publicação totalmente voltada à produção literária já é uma conquista. Quem dirá manter essa publicação durante sete anos, dando espaço tanto a autores consagrados quanto a jovens talentos. Essa foi a missão da revista “Arte & Letra: Estórias”, que chegou ao fim. Neste mês de dezembro foi publicada a última edição do periódico, que desde 2008 se dedicava exclusivamente à divulgação de contos inéditos ou esquecidos. “Encerrar as atividades” é uma expressão usada frequentemente em tom de lamentação, mas não no caso da “Estórias”. Quando iniciou o projeto, em 2008, o escritor Thiago Tizzot, um dos proprietários da Editora Arte & Letra, tinha como proposta dedicar cada edição a uma letra do alfabeto. Em março daquele ano, foi lançada a edição A. “Não imaginava que chegaria ao Z”, afirma Tizzot, reconhecendo que o resultado final foi além do esperado. A ideia surgiu quando um grupo de pessoas ligadas à literatura tinha em mãos um vasto material de ficção, que ainda não havia sido publicado ou tinha ganhado as páginas há muito tempo. Como não havia condições de transformar isso em livro, a solução foi criar uma revista. A primeira edição trazia textos de autores como Stephen King, Cristóvão Tezza e David Foster Wallace. “A intenção era promover essa mistura para que tivéssemos um alcance grande e pelo menos um autor mais conhecido para puxar os demais”, conta Tizzot. Além dos textos, cada edição também trazia uma ilustração, que não precisava estar relacionada com qualquer um dos contos publicados. Essa miscelânea era justamente o trunfo da “Estórias”. Autores clássicos como Miguel de Cervantes e Edgar Allan Poe dividiram as páginas com contemporâneos do porte de Paul Auster e Valter Hugo Mãe, assim como escritores locais, como Márcio Renato dos Santos e Paulo Venturelli. Em mais sete anos, o saldo final foi de 26 edições, contendo 276 textos de 269 autores diferentes. Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/literatura/ponto-final-revista-arte--letra-chega-ao-fim-28ygj7j06pxf4nrdt6lzeahyt

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    Selva Almada

    Considerada uma das vozes mais poderosas da literatura argentina e uma das mais promissoras da ficção latino-americana, publicou seus primeiros contos na revista Análisis, de Paraná. De 1997 a 1998 dirigiu a revista CAelum Blue. Recebeu rasgados elogios com seu primeiro romance, El viento que arrasa (2012), considerado o melhor livro do ano no momento da publicação, e foi finalista do Prémio Tigre Juan (Espanha) com o romance Ladrilleros (2013). É ainda autora de um livro de poesia e dos livros de contos Niños (2005), Una chica de provincia (2007) e El desapego es una manera de querernos (2015). Garotas Mortas (2014), o seu romance não ficção, foi finalista do Prémio Rodolfo Walsh, da Semana Negra de Gijón (Espanha), para a melhor obra de não ficção de género negro. A sua obra encontra-se traduzida para português, francês, italiano, alemão, holandês, sueco e turco. Co-dirige o ciclo de leituras Carne Argentina e coordena oficinas de escrita em Buenos Aires e no interior do país.

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    19 Seguidores

    Selva Almada