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    FATOS ESPÍRITAS - Espiritismo

    William Crookes

    AUTCH Editora
    2014
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-10: B00Q3EISMO
    Português Brasileiro
    4.1
    48 avaliações
    Leram84Lendo13Querem156Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos2Desejados156Avaliaram48

    Nesta edição você encontrará o livro Fatos Espíritas, escrito por William Crookes. Químico e Físico inglês, Crookes foi um dos grandes estudiosos da espectroscopia e fez importantes participações para o avanço mundial. Em 1870 Crookes decidiu que a ciência tinha a obrigação de estudar os fenômenos ligados ao Espiritismo. Ele decidiu então que os estudos seriam feitos “na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos”. O fato de um respeitado cientista como Crookes ter se dedicado à pesquisa dos fenômenos espíritas era, obviamente, um forte motivo para se ver nesses fenômenos a comprovação da continuidade de nossa existência após a morte do corpo físico. Isso atraiu numerosos cientistas para as pesquisas desses fenômenos.

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    Juliana Morgensten de Souza20/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ao todo, o livro possui 17 capítulos, mais o prefácio, introdução, fenômenos espíritas observados por William Crookes e depois a conclusão. A obra, de modo geral, é um apanhado de todos os estudos feitos pelo autor em uma época de plena descoberta da mediunidade e do Espiritismo também. Sendo assim, ele resolveu colocar tudo em um único livro para a eternidade, digamos assim. E deu muito certo, né não!? O primeiro capítulo aborda tudo que foi estudado entre os anos de 1870 a 1873 e publicado no Quartely Journal Of Science de janeiro de 1874. E depois passa para os estudos envolvendo as questões mediúnicas como um todo com o movimento de corpos pesados com contato mas sem esforço mecânico, fenômeno de percussão e outros sons da mesma natureza, movimentos de objetos pesados colocados a certa distância do médium, mesas e cadeiras elevadas do chão sem ninguém lhe tocar, elevação de corpos humanos, movimentos de diversos objetos sem contato, aparições luminosas, aparições de mãos, luminosas por si mesmas ou visíveis a luz ordinária, escrita direta, formas e figuras de fantasmas, casos particulares parecendo indicar a ação de uma inteligência exterior e manifestações diversas de caráter complexo. William também mostra com exemplos as teorias expostas para explicarem os fenômenos observados, fala sobre a mediunidade da Florence Cook, as formas de espíritos com imagens e matérias de jornais, principalmente quanto as aparições do espírito Katie King. Depois comenta sobre o relatório da comissão dos sábios que se reuniram em Milão em 1892 para estudo dos fenômenos psíquicos e dos movimentos de objetos a distância sem contato, pancadas e reprodução de sons na mesma. E por aqui, temos exemplos das questões mediúnicas daquela época, ou seja, elevação da médium sobre a mesa e cita bastante uma das irmãs Fox. Ao longo de toda a narrativa, Crookes vai abordando os asssuntos embasado nas suas pesquisas e nos estudos feitos por Alexandre Aksakof, que foi outro grande estudioso dos fenômenos mediúnicos e tornou-se referência quando o tema é animismo. O texto é de médio entendimento e a leitura é fluída, porém, não é para todo mundo. Indicado para quem já estuda sobre mediunidade e o Espiritismo e que também queira uma leitura complementar para estudo sobre os temas já referidos. E para os entusiastas das pesquisas inicias sobre a Doutrina e os dons mediúnicos é um prato cheio.

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    4.1 / 48
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas29%
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    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    William Crookes profile picture

    William Crookes

    William Crookes foi um químico e físico inglês. Frequentou o Royal College of Chemistry em Londres, trabalhando em espectroscopia. Em 1861, descobriu um elemento que tinha uma linha de emissão verde brilhante no seu espectro, ao qual deu o nome de tálio, do grego thalos, um broto verde, que é o elemento químico de número atômico 81. Também identificou a primeira amostra conhecida de hélio, em 1895. Foi o inventor do radiômetro de Crookes, vendido ainda como uma novidade, e desenvolveu os tubos de Crookes, investigando os raios catódicos. Em suas investigações sobre a condutividade da eletricidade em gases sob baixa pressão, descobriu que, à medida que se diminuía a pressão, o elétrodo negativo parece emitir raios (os chamados raios catódicos, que hoje se sabe tratarem-se de um feixe de elétrons livres, utilizado nos dispositivos de vídeo padrão CRT). Como esses exemplos mostram, Crookes foi um pioneiro na construção e no uso de tubos de vácuo para estudar fenômenos físicos. Foi, por conseguinte, um dos primeiros cientistas a investigar o que hoje é chamado de plasmas. Também criou um dos primeiros instrumentos para estudar a radioatividade nuclear, o assim-chamado espintariscópio. Crookes tornou-se interessado no espiritualismo no final dos anos 1860. Ele foi influenciado, possivelmente, pela morte prematura de seu irmão mais novo Philip, em 1867 aos 21 anos de febre amarela contraída durante uma expedição para implantar uma linha telegráfica de Cuba para a Flórida. Em 1867, influenciado pelo um clarividente Cromwell Fleetwood Varley, participou de uma sessão espírita para tentar entrar em contato com seu irmão. "Esses experimentos parecem estabelecer conclusivamente a existência de uma nova força, conectada com o organismo humano de alguma maneira desconhecida." (Researches Into the Phenomena of Modern Spiritualism, 1922). Em 1870 Crookes decidiu que a ciência tinha a obrigação de estudar os fenômenos associados com o espiritualismo (Crookes, 1870). A julgar por cartas de família, Crookes já tinha desenvolvido uma visão favorável ao espiritualismo por volta de 1860 (Doyle, 1926: volume 1, 232-233). No entanto, ele estava determinado a conduzir sua investigação de forma imparcial e descreveu as condições que ele impunha aos médiuns da seguinte forma: "Deve ser na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos" (Doyle, 1926: volume 1, 177). Entre os médiuns que ele estudou estavam Kate Fox, Florence Cook, e Daniel Dunglas Home (Doyle, 1926: volume 1, 230-251). Os fenômenos que ele testemunhou incluíram movimento de corpos a distância, tiptologia, alteração de peso dos corpos, levitação, aparência de objetos luminosos, aparência de figuras fantasmagóricas, aparência de escrita sem intervenção humana e outras circunstâncias que "sugerem a atuação de uma inteligência externa" (Crookes, 1874). E numa entrevista na The International Psychic Gazette, em 1917, ele repetiu: "Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas ideias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu disse nos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro". (Fodor, N. - Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p.70). Daquela data até à de sua morte, em 1919, cartas e entrevistas mostram que Crookes manteve suas considerações em relação à comunicação de espíritos.(Doyle, 1926: volume 1, 249-251).

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    William Crookes