Antes de mais, a capa tem tudo a ver com a história. Ela retrata uma das cenas mais gostosas e hilárias do livro. kkk
Eu adorei essa história. Não se pode dizer que é a melhor da Judith e ficou faltando uma verdadeira cena de amor mas a autora compensa isso com imensos momentos "calientes" entre os protagonistas.
Eu já li várias resenhas referindo que o Ramon é muito machista. Acabei criando uma ideia dele que não fez jus nenhum ao que ele de fato é. O típico mocinho frio e calculista, que luta contra os seus sentimentos não tem lugar nessa história. O Ramon é maravilhoso e ama sem reservas. Ele a ama muito e sofre porque ela não consegue lhe dizer que tb o ama (aqui quem é traumatizada é a mocinha). Não achei ele tão machista assim se comparado com outros livros com mocinhos espanhóis que eu li. E se existem coisas que ela não aprecia, por outro lado o seu machismo tem algo que a agrada muito. Ele é um homem à antiga, que a trata com delicadeza, gosta de abrir a porta do carro para ela, quer protegê-la e cuidar dela, viver para ela e enchê-la de filhos e ela gosta muito dessa ideia. Apesar de ser uma moça independente ela está cansada de que a igualdade entre os sexos tenha tornado os homens tão pouco gentis e românticos. O Ramon é o completo oposto desses homens e por isso mesmo em poucos dias ela fica enfeitiçada e, contra tudo aquilo que sempre defendeu, ela aceita se casar com ele, abandonar seu emprego, sua casa, sua independência e partir com o homem que ela pensa que não passa de um motorista de caminhão, para Porto Rico.
Só o final me deixou com um gostinho de quero mais. Me pareceu um pouco corrido. Tudo se resolveu muito rápido (desconfio que teve corte aí). Mas a história é muito boa e eu recomendo vivamente. Ela foi editada tb com o título "Doce Triunfo".