Esse é o segundo livro do casal, mas deixei para fazer uma resenha única sobre eles e vou me ater a expressar por aqui.
Em partes, eu acredito que seja um pouco até injusto ter lido esse livro após terminar " Tudo o que deixamos inacabados". Eu aproveitei a vibe do livros de soldados e sofrimento para começar este aqui. Contudo, depois de conhecer grandes obras da autora e voltar para a sua série de origem, é óbvio que eu iria me decepcionar em algumas questões. Mas, para mim, a grande questão foi o que ela fez com esse casal nesse livro específico.
No primeiro da série eu me apaixonei no início pelo Josh. Tive algumas ressalvas na questão do desenvolvimento da história, mas eu o achava bastante fofo. Isso é, até perceber que em vários momentos que ele e a Ember discutiam, ele acabava "voltando" a alguns de seus modos antigos. No final, não me apeguei tanto a eles, mas foi uma leitura que deu para passar o tempo e me fez querer saber como seria a continuação do casal.
Mas aqui... Eu realmente detestei o Josh. Qualquer mínimo apego que eu tinha pelos protagonistas foi enterrado.
Compreendo que ele passou por coisas difíceis no Afeganistão e o trauma não é algo fácil de lidar. Mas se tem uma coisa que o mocinho estava correto foi em dizer como essa vida estava sendo injusta com Ember. Enquanto a protagonista faria de tudo e colocaria qualquer coisa em segundo plano por eles, o Josh não faria o mesmo. Na verdade não fez em momento algum. Suas dores, seu patriotismo, heroísmo ou seja lá o que ele queira expressar... tudo era mais importante que ela. Ember foi o segundo plano por todo o livro. Era a última a saber de suas escolhas e sempre ela que deveria definir a vida dela em prol dos planos do Josh, nunca o contrário.
Ela foi uma santa...ou uma pamonha.
Por diversas vezes eu quis que ela terminasse com o Josh. Acredito que ele precisava de fato perder para enxergar qual prioridade gostaria de ter. Mas ela foi sempre o suporte, disposta a esperar e se doar por ele, independente de qualquer coisa. E não, não acho que se compara ao que ele fez por ela no primeiro livro. Eram contextos diferentes e os sacrifícios dela foram imensamente maiores do que ele ter esperado por ela no livro 1.
A única escola que ele fez "por ela" foi no último segundo do livro e apenas porque ele nem queria ir de qualquer forma. Fiquei extremamente decepcionada. Ele tinha palavras bonitas, bons discursos... falavam tanto de um amor épico e para sempre... Mas o que são palavras quando suas atitudes não demonstram nada sobre isso?
Acho que a Rebecca perdeu muito de mostrar de fato um casal em superação em meio aos traumas da guerra. Foi uma disputa de cabo unilateral em que a única derrubada constantemente era a Ember. Uma garota que nunca quis viver a vida da mãe, atrelada a um soldado que poderia morrer a qualquer instante e acabou da mesma forma, só faltou o cara voltar no caixão.
Enfim, o final não lavou minha alma. Há livros que nos dão raiva no processo, mas o fim é redentor. Não senti isso no Josh, infelizmente. Tinha tudo para ser um grande protagonista, mas que perdeu os pontos que tinha.