Cinema Explícito - Representações Cinematográficas Do Sexo

    Rodrigo Gerace

    Perspectiva
    2015
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788527310420
    Português Brasileiro

    Cinema Explícito na leitura desse título, você, leitor, terá em mãos um dos mais completos estudos em língua portuguesa sobre as representações cinematográficas do sexo, dos stag films no cinema mudo às vanguardas artísticas, das pornografias alternativas ao mainstream à estilização do sexo no cinema de autor, que politizou e escandalizou o desejo por meio de narrativas ora transgressoras e libertárias, ora confinadas em discursos normativos sobre sexo. Para tanto, são aqui revistos criticamente os conceitos de obscenidade, pornografias e erotismo em face dos seus efeitos morais (cambiáveis por censuras e tabus), estéticos e ideológicos (pelos discursos em torno da imagem do sexo e do corpo), que dinamizam diversas possibilidades de representação e questionamento. Assim, no amplo panorama descritivo e analítico o tema, Rodrigo Gerace faz perceber como as representações cinematográficas potencializaram os dilemas de cada época, provando que as imagens, das mais desfocadas às mais explícitas, são capazes de fascinar, incomodar e desestabilizar discursos, seja visualmente, por meio da cinefilia voyeurística, seja no âmbito performático e político do sexo.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin11/01/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tese de doutorado do Gerace, o livro em questão é imprescindível não só para os cinéfilos, mas estudiosos da sexualidade em geral, com viés foucaultiano é mais ou menos dividido da seguinte forma: Além do obsceno trata o que se instaurou em chamar de erótico, obsceno e pornográfico, seja da ordem escrita ou visual. Arquivo do sexo silencioso trata dos primeiros lampejos de erotização no cinema, de um simples selinho aos nus efetivos, até a chegada dos stag films por volta de 1907/08. Erotização e censura trata do cinema mainstream, com ênfase no período do Código Hays americano. O autor perdeu uma estrelinha das cinco que eu daria por não ter citado a genialidade do Lubitsch em explorar o sexo em seus filmes, isso é imperdoável. Êxtase no cinema experimental trata do erotismo de vangarda, de Buñuel a Warhol, de Cocteau a Genet, o kitsch e o camp, além do homoerotismo internacional e nacional. Imagine o quanto fiquei puta quando o autor disse que o Jarman fez o primeiro nu frontal masculino do cinema britânico, quando isso cabe ao seu tutor Ken Russell. O império do erotismo trata sobretudo do cinema dos anos 70, com especial ênfase em O Império dos Sentidos, Saló, Calígula, O Último Tango em Paris e Garganta profunda e tudo que representaram respectivamente. Cinema explícito contemporâneo foca nos cinemas de Breillat, Von Trier e Cameron Mitchell. Pornografias contemporâneas foca no postporno muito oriunda da teoria queer e contrassexualidade, além da pornografia metafórica de Bruce LaBruce. A domesticação da obscenidade trata das tendências atuais e como ainda a violência é vista como passável, enquanto a sexualidade ainda é um tabu cinematográfico. Lista dos filmes citados, no letterboxd: https://letterboxd.com/ladyspiggott/list/livro-cinema-explicito-de-rodrigo-gerace/

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