"Deve ter sido mesmo um sujeito estranho, esse Fiódor Mikhailovich." Não entendi se o ensaio era sobre Dostoiévski ou sobre Nietzsche 😆 Mas tudo bem. O autor faz paralelos sobre o pensamento de ambos, numa preocupação de associá-los, talvez, pela admiração que Nietzsche tinha por Dostoiévski. Há grande ênfase às doenças de ambos: epilepsia de Dostoiévski e Sífilis de Nietzsche. Tais desafios podem ter colaborado para a genialidade de seus analisados. Ele menciona que "(...) certas conquistas da alma e do conhecimento não podem existir sem a doença, a loucura, o crime intelectual, e os grandes doentes são crucificados e vítimas sacrificadas em prol da humanidade e de sua evolução, em prol da ampliação de seu sentir e de seu saber – em suma, sacrificados em prol de sua saúde superior." Acho muito louco isso 🫣 Mas é uma delícia verificar a admiração que Thomas Mann tem por Dostoiévski. Há um trecho porém que esmaga o coração de qualquer fã de Dostô: "Mesmo que Dostoiévski não tivesse escrito nada além das seis novelas aqui apresentadas, seu nome sem dúvida mereceria um lugar marcante na história da arte narrativa mundial. No entanto, eles não formam nem a décima parte daquilo que ele efetivamente escreveu, e amigos que conheciam a história particular de suas criações nos asseguram que nem a décima parte de todos os romances que Fiódor Mikhailovich, por assim dizer, carregava prontos consigo, e dos quais falava exaustivamente e com entusiasmo, chegou a ser posta no papel. Ele dizia que simplesmente não teve tempo de processar aqueles inúmeros projetos" 😔 Dói demais saber disso, não é? 😟 Mas foi uma experiência maravilhosa ler esse ensaio. A admiração e o respeito pela obra e genialidade desse russo meio sinistro e diferentão é comovente. Adorei conhecer seu ensaio, Sr. Mann. Dostoiévski, com moderação. Prefiro sem 😁

