Neste livro do John adentramos novamente em um cenário de guerra, porém não no campo de batalha, mas explorando como as ideias da época do entre-guerras e da 2°guerra penetram na mente das pessoas e deturpam todo sua realidade.
Na narrativa acompanhamos o ponto de vista de uma criança, Pierrot, inocente e gentil, que devido as diversas mudanças em sua vida, desde o relacionamento conturbado os pais, a morte do pai e depois a morte da mãe e a passagem por um orfanato, ele se encontra em um ambiente chefiado por um homem com ideias terríveis, que aos poucos vai moldando a mente da criança até que se torne um adolescente/jovem ganancioso, perverso e cruel.
Com o passar das páginas e do tempo na história vemos o protagonista perder aquela áurea infantil, fofa e compassiva e vai se tornando um pupilo do Fuher, devido a sua busca por uma nova figura paterna, já que Hittler também era alemão igual ao seu pai e tinhas ideias parecidas com as dele, como a volta da glória alemã.
Devido a essas mudanças, fiquei com uma angústia vendo ele se tornar um menino tão cruel, tratando a tia e os demais empregados da casa tão mal e esquecendo de seu amigo Anshel, queria ficar com raiva dele, mas lembrava de como ele era antes de tudo.
Esse livro me fez pensar em como o meio em que vivemos nos molda, como as pessoas que estão a nossa volta nos influenciam, tanto para o bem quanto para o mal, isso no contexto do passado, em que diversas crianças e adolescentes da época da 1°/2°guerra tiveram suas mentes deturbadas por esses ideias pelas pessoas que criavam eles e também hoje em dia, com tantas falas de ódio sendo destiladas na internet e no dia a dia, que acabam sendo assimilados e reproduzidos pelos mais jovens, perpetuando essas práticas antiquadas e danosas em nossa sociedade.
No final fiquei bem surpresa com a revelação do narrador da história, estava tão atenta a história que nem me passou pela cabeça que o narrador da história era o Anshel.
Por fim, uma história difícil, que disse sobre os anos passados, mas também sobre atual.