“— 𝑻𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒂𝒑𝒓𝒆𝒏𝒅𝒊𝒅𝒐 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆 𝒑𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐 𝒕𝒓𝒖𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒂 𝒈𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂. 𝑵𝒂𝒐 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒆 𝒏𝒐 𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒂 𝒐𝒖 𝒏𝒐𝒔 𝒉𝒐𝒓𝒓𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒍𝒆 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒕𝒓𝒂𝒛𝒆𝒓, 𝒂𝒈𝒂𝒓𝒓𝒆-𝒔𝒆 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒂𝒐 𝒉𝒐𝒋𝒆.”
Texas, 1862.
Muitos homens e jovens rapazes foram chamados para lutar por seus país na Guerra Civil Americana. Clayton Holland tinha fortes convicções sobre a guerra e sobre empunhar um rifle, ele não iria derramar sangue ou matar alguém, e por isso não acatou ao chamado do Estado, sendo assim, foi tratado como um desertor, um covarde. Por anos ficou preso e sofreu as mais terríveis humilhações, e carrega as mais terríveis cicatrizes de sua escolha.
Quando a guerra acabou, ele voltou para casa para cuidar dos três irmãos, os gêmeos Joe e Josh, de dez anos, e Lucian, de 16 anos, que assim como todos na pequena e velha cidade de Cedar Grove, acreditam que ele é um covarde e deveria ter morrido como tantos filhos e cidadãos de Cedar Grove morreram.
Meg Warner é viúva de Kirk, melhor amigo de Clay, que lutou na guerra e morreu com honra por seu país. Como forma de humilhar Clay, ela vai até ele com um pedido inusitado: um memorial em honra dos homens que morreram como heróis na guerra, seria uma forma de fazê-lo admitir sua covardia.
“— 𝑽𝒐𝒄𝒆 𝒂𝒄𝒉𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒔 𝒖𝒏𝒊𝒄𝒂𝒔 𝒃𝒂𝒕𝒂𝒍𝒉𝒂𝒔 𝒕𝒓𝒂𝒗𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒔𝒂𝒐 𝒇𝒆𝒊𝒕𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎 𝒓𝒊𝒇𝒍𝒆𝒔 𝒆 𝒐𝒔 𝒖𝒏𝒊𝒄𝒐𝒔 𝒇𝒆𝒓𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒎𝒂𝒕𝒂𝒎 𝒕𝒊𝒓𝒂𝒎 𝒔𝒂𝒏𝒈𝒖𝒆. 𝑽𝒐𝒄𝒆 𝒂𝒄𝒉𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒈𝒆𝒎 é 𝒇𝒐𝒓𝒕𝒆, 𝒗𝒊𝒐𝒍𝒆𝒏𝒕𝒂 𝒆 𝒐𝒓𝒈𝒖𝒍𝒉𝒐𝒔𝒂, 𝑺𝒓𝒂. 𝑾𝒂𝒓𝒏𝒆𝒓.
A convivência com Clay traz a Meg uma nova perspectiva sobre a sua escolha de não ter lutado, durante o tempo juntos, esculpindo a estátua que servirá como um memorial, ela luta contra seu coração e suas próprias convicções. Já Clay, apesar de entender que a proposta de Meg uma sórdida vingança, ainda assim nada mais é que gentil e protetor com ela.
Always To Remember é um livro que celebra a coragem e a honra de um homem que tem crenças fortes e morreria por elas.
É um livro que fala sobre intolerância, preconceito e o julgamento de uma sociedade patriarcal. A hostilidade que Clayton enfrenta todos os domingos na Igreja, os olhares de ódio, a exclusão social, os comentários maldosos.. nada disso o corrompe, mas o machuca e fere a alma.
Esse é um livro que inspira coragem, que traz reflexões incríveis e nos faz repensar sobre a hipocrisia das pessoas e o valor de ter nossas crenças e lutar por elas, por mais complicado que possa ser.
“— 𝑬𝒍𝒆 𝒂 𝒃𝒆𝒊𝒋𝒐𝒖 𝒍𝒐𝒏𝒈𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒆 𝒃𝒆𝒃𝒆𝒖-𝒂 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒖𝒏𝒅𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒔𝒆 𝒕𝒊𝒗𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒂𝒕𝒓𝒂𝒗𝒆𝒔𝒔𝒂𝒅𝒐 𝒖𝒎 𝒅𝒆𝒔𝒆𝒓𝒕𝒐 𝒆 𝒆𝒍𝒂 𝒇𝒐𝒔𝒔𝒆 𝒐 𝒑𝒐𝒄𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒕𝒐𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒊𝒔𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒍𝒆 𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒂𝒅𝒐 𝒆𝒏𝒒𝒖𝒂𝒏𝒕𝒐 𝒗𝒊𝒂𝒋𝒂𝒗𝒂 𝒔𝒐𝒛𝒊𝒏𝒉𝒐. 𝑬𝒍𝒂 𝒆𝒓𝒂 𝒂𝒈𝒖𝒂, 𝒂 𝒇𝒓𝒖𝒕𝒂 𝒔𝒖𝒄𝒖𝒍𝒆𝒏𝒕𝒂, 𝒐 𝒄𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆 𝒇𝒓𝒊𝒂, 𝒂 𝒔𝒐𝒎𝒃𝒓𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒕𝒆𝒈𝒊𝒂 𝒅𝒐 𝒔𝒐𝒍 𝒇𝒐𝒓𝒕𝒆.
O romance pode trazer um sentimento de ambiguidade, mas Lorraine soube construir muito bem cada cena dos dois, e apesar de termos noção do ódio de Meg no início, vê-la repensar nas suas ações e nas atitudes dos moradores para com Clayton faz a tudo valer a pena.
Cada elemento da história foi desenvolvido com maestria. As relações familiares, o romance, o julgamento das pessoas e a solidão de Clay devido a sua exclusão. Foram tantas emoções e sentimentos que essa leitura me proporcionou, que eu me senti como numa montanha russa. Me emocionei, gritei, chorei, repudiei certas atitudes, e no fim, meu coração transbordou com inúmeras emoções. Ah Lorraine, meu coração é metade seu, faça o que quiser com ele, suas histórias tem o poder de transformar, rever conceitos e acalentar.
Juro pra vocês, esse livro é uma jóia rara, que foi escrito há mais de 20 anos, mas trata de temas pertinentes e traz mensagens maravilhosas.