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    As Catilinárias -

    Amélie Nothomb

    Record
    1997
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-14: 9788501049148_
    Português Brasileiro
    3.9
    42 avaliações
    Leram84Lendo5Querem31Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos7Desejados31Avaliaram42

    ''Até quando continuarás a encher nosso saco?'' Um douto ex-professor de latim e grego e sua digníssima esposa resolvem realizar seu sonho e compram uma casinha isolada de tudo. O clima é bucólico. Seus únicos amigos são as glicínias, os esquilinhos e o calor da lareira. Só que tem um vizinho. E não precisa mais nada...

    Resenhas (6)Ver mais
    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino31/01/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    as catilinárias

    Nos romances de Amélie Nothomb, sempre curtos, não há espaço para digressões supérfluas, portanto ela é invariavelmente direta, cortante, objetiva (mas também muito cruel, convenhamos.) Este romance é irritante do começo ao fim mas o leitor se deixa conduzir pela história e pela autora. Foi irritante para mim pois ela conseguiu fazer com que eu tivesse ganas de entrar na história e resolver tudo do meu jeito, tomar uma atitude guinesca contra o humor negro, o tédio, a vergonha, a inação e o sarcasmo dos personagens. Inevitável dizer que me surpreende muito a forma utilizada por ela para fisgar o leitor. Não há tempo para o sujeito inventar atalhos na leitura: ou é do jeito dela, com as imagens dela ou abandonas logo o romance. Terminado o livro entendo melhor o que está em jogo. Ela mostrou a que veio. O enredo é mesmo irrelevante: um casal de meia idade se muda para o campo e passa a ser progressivamente importunado por um vizinho bizarro. A incapacidade do ser humano de ser leal a si mesmo (em nome das convenções, da boa educação, da tradição) fica patente nesta história. O que no início é anacrônico no fim demonstra como podemos ser importunados (até mesmo por um livro afinal) à exaustão. Diferentemente das crianças (presentes em idéia no livro, apesar de haver poucas personagens jovens no texto) nós mais velhos dificilmente seguimos nossa intuição, nosso lado mais animal, selvagem, e aceitamos quase tudo sem reclamar. Para isto crescemos afinal. Não conheço muito a cultura francesa, mas até onde entendi o formalismo e a frieza nas relações francesas explicam muito o livro. Ao fim entendemos como inevitavelmente nos transformamos pelas ações (tanto nossas quanto dos outros). Se é para se resumir o livro em uma frase eu diria que o autoconhecimento é a única coisa honesta que um homem pode fazer a si mesmo. Notável escritora esta francesinha. "As catilinárias”, Amélie Nothomb , tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht, editora Record, 1a.edição (1997), brochura 14x21cm, 144 págs. ISBN: 85-01-04914-X

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 42
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%
    Fabienne Nothomb profile picture

    Fabienne Nothomb

    Amélie Nothomb (Kobe, Japão, 1967) é uma escritora belga. Passou a infância e a adolescência no Extremo-Oriente, em particular no seu país natal e na China. Profundamente marcada pelo Japão, onde o seu pai foi embaixador, fala fluentemente japonês e foi intérprete em Tóquio. «Grafómana», como se define a si própria, escreve desde sempre. Em 1992, com 25 anos, fez a sua entrada no mundo das letras, sendo hoje uma das figuras mais mediáticas da cena literária francesa. Tem nacionalidade belga e vive normalmente em Bruxelas.

    35 Livros
    30 Seguidores
    Hyōgo, Japão

    Fabienne Nothomb