Nesse livro conhecemos as memórias de infância de um menino do interior, com relatos de chegada de modernidades fé, crendices,família e sobre a vida na época em que ainda conseguimos ser inocentes para as coisas.
A escrita do autor transmite uma nostalgia boa, e não passa aquela sensação de que os tempos bons eram apenas antigamente, pelo contrário, a narrativa desperta um sabor doce de nossas memórias sem provocar aversão ao presente e futuro.
Em uma das passagens que mais gostei avô, pai e filho tentam comprovar a veracidade da crença de que a lua já teria sido uma mulher.
Em outras partes, vagalumes, brincadeiras, cheiros e cantigas se misturam emprestando sua magia para a trama.
A linguagem é bem simples de entender, e não usa de palavras rebuscadas pra se fazer entender, portanto pode ser uma leitura entre pais e filhos ( maiorzinhos nao tao pequenos) , que os aproximará, assim como os personagens deste livro.
Destaque para as maravilhosas ilustrações presentes em todo o livro que fazem parte do trabalho de Herculano Ferreira.
O autor Olavo Romano tem vinte livros já publicados e é presidente emérito da Academia Mineira de Letras.