
Foi um teólogo dominicano e Cardeal francês. É considerado um dos maiores eclesiólogos do século XX, que abriu a eclesiologia católica ao ecumenismo. Foi ordenado em 1930. Esteve preso de 1940 a 1945 nos campos de concentração de Colditz e Lübeck. Foi fundador e diretor da coleção Unam Sanctam, e professor de teologia na faculdade de Le Saulchoir. Foi um sólido eclesiólogo, aberto ao ecumenismo e à reforma da Igreja, precursor e consultor do Concílio Vaticano II. Entre suas obras, cabe destacar "Verdadeira e falsa reforma da Igreja" (1950), "Jalones para una teología del laicado" (1954), "Cristãos em diálogo" (1964), "Tradição e tradições" (1961-1963) e "O Espírito Santo" (1980). Foi elevado à dignidade cardinalícia por João Paulo II em 30 de outubro de 1994, recebendo o barrete de cardeal em 8 de dezembro do mesmo ano. Faleceu em 1995. Juntamente com o dominicano Marie-Dominique Chenu, e com os jesuítas Henri de Lubac e Jean Daniélou, foi um dos artífices da "Nouvelle théologie", uma renovação espiritual que ocorreu na Igreja Católica da França dos anos 1950. Durante o Concílio Vaticano II foi um dos peritos que colaborou na redação de Lumen gentium, Dei Verbum e Gaudium et Spes.