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    Exu e a Ordem do Universo -

    Síkírù Sàlámì (King), Ronilda Iyakemi Ribeiro

    Editora Oduduwa
    2015
    479 páginas
    15h 58m
    ISBN-13: 9788585336073
    Português Brasileiro
    4.7
    26 avaliações
    Leram38Lendo58Querem656Relendo2Abandonos0Resenhas3
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    Fala-se da divindade primordial, a partir de conhecimentos preservados no âmbito da tradição oral iorubá, mais precisamente, no corpus literário de Ifá: em odús, orikís, cantigas, rezas, saudações e evocações. A coleta de informações junto a babalaôs nigerianos e outras fontes orais fidedignas, demandou muitas viagens ao território iorubá, viagens essas realizadas pelo autor principal desta obra, Síkírù Sàlámì (King), doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, fundador e líder espiritual do Oduduwa Templo dos Orixás, espaço de ensinamentos e práticas da Religião Tradicional Iorubá (Mongaguá, SP. Brasil). Para que essa obra pudesse vir a lume, ao longo de décadas perdurou um diálogo fecundo entre Síkírù Sàlámì (King) e sua co-autora, Romilda Iyakemi Ribeiro, doutora em Antropologia da África Negra e em Psicologia, pela Universidade de São Paulo. Terá sido excessivamente longo o tempo exigido para a realização dessa tarefa? Pensamos que não: é impossível discorrer sobre Exu sem uma vivência intensa e prolongada; não basta servir-se apenas um caminho racional para conhecê-lo: veredas acadêmicas certamente foram percorridas, mas, sem as múltiplas e variadas vivências ritualísticas não teria sido possível aproximar-nos, um pouco mais da compreensão dessa importante dimensão do Sagrado. Exu. Será ele benevolente ou malévolo? Será o equivalente iorubá de Satã e do demônio das tradições judaico-cristãs e islâmica? Será o equivalente iorubá de Priapo, o deus fálico greco-romano, guardião das casas, praças, ruas, encruzilhadas, jardins e pomares? Considerando a já tradicional controvérsia relativa a natureza desse orixá incluímos entre os principais objetivos desta obra o de contribuir para ressignificá-lo, através da apresentação de seu lugar na teologia iorubá, dado que uma imagem distorcida de sua natureza e de suas incumbências vem se perpetuando em muitos países da diáspora iorubá. Seguindo rumo a esse objetivo recorremos ao corpus da tradição iorubá para evitar interpretações alheias a esse contexto. O livro está organizado em três partes; Parte I Os iorubás: humano, divino e código ético-moral; Parte II Exu Aspectos teológicos e litúrgicos; Parte III Presença de Exu no corpus da tradição oral iorubá. Acompanha um glossário. Desejamos que este trabalho contribua para desfazer estereótipos negativos sobre o orixá Exu, para um melhor conhecimento das matrizes iorubás de práticas sociais religiosas desenvolvidas em países da diáspora e para reflexões sobre teologias africanas e teologias de inspiração africana. Axé! Láaróyè! Os Autores

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    João Paulo18/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nós todos nós negros todos nós. Urdimos um fio na alvorada Com o mais negro da noite, e o primeiro beijo da aurora. Rubens Eduardo Ferreira Frias (1996) Em Exu e a ordem do universo, Síkíru Sàlámi King descontrói toda a imagem marginalizada que a divindade Esú ganhou erroneamente, onde muitos si refere, a mesma como um mal, ou até mesmo como o diabo do cristianismo. O autor adentra a obra, com um contexto colonialista, explanando a raiz de um preconceito cultural e racista contra o negro africano, e seu culto ancestral. Passado isso, nos é a presentado a cronologia do humano, divino e código ético-moral, “basicamente a importância do caráter lapidado do humano em reverencia a essa divindade”. Em partes da obra somos exortados sobre diversas virtudes benéficas que este orisá “Emanação e partes da força energética do próprio Deus” presa em seus devotos, como lealdade, fidelidade, fidelidade à verdade e as lepras da palavra, verdade, paciência, polidez, humildade, prudência. E em contrapartida virtudes que nos deixam em desequilíbrio com essa energia como fofoca, inveja, xingamento, escárnio, maldição, maledicência e calunia. Conhecemos também diversas divindades da mitologia africana, adentrando um pouco no corpus literário de ifá, através de alguns odus “livros literários com diversos capítulos contendo mitos da divindade esú” uma das melhores parte dessa obra literária, onde podemos ver uma visão diferente da criação do universo. Enfim uma obra de 479 páginas rica das mais diversas informações sobre a cultura ioruba, indispensável para aqueles que querem conhecer mais sobre os orisás e a cultura africana. Orixás para os leigos, que não conhecem, são emanações e partes da força do próprio Deus. E estamos em constante contato com essas energias. Esú a primeira estrela a ser criada, o motor do universo, portador de todo o asé dos orixás, intermediador e senhor da comunicação. Asé é: vitalidade. Leitura finalizada em janeiro 2022.

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