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    Der Zauberberg -

    Thomas Mann

    S. Fischer
    2003
    1008 páginas
    1d 9h 36m
    ISBN-10: 3103481284
    4.4
    3663 avaliações
    Leram5262Lendo1698Querem14116Relendo38Abandonos599Resenhas453
    Favoritos5Desejados14116Avaliaram3663

    Geplant als Novelle, als heiteres Gegenstück zum 'Tod in Venedig', entstand mit dem 'Zauberberg' einer der großen Romane der klassischen Moderne. Ein kurzer Besuch in einem Davoser Sanatorium wird für den Protagonisten Hans Castorp zu einem siebenjährigen Aufenthalt, der Kurort wird zur Bühne für die europäische Befindlichkeit vor dem Ersten Weltkrieg. Im Juli 1913 begonnen, während des Krieges durch essayistische Arbeiten, vor allem durch die 'Betrachtungen eines Unpolitischen', unterbrochen, konnte der Roman 1924 abgeschlossen und veröffentlicht werden.

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    Resenhas (453)Ver mais
    Marcos picture
    Marcos30/08/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    No topo da montanha

    Achei que este dia nunca fosse chegar, mas chegou. Após quase 3 meses de leitura, termino a minha escalada. 4 estrelas, mas entra pro rol de favoritos. Sempre achei contraditório quando via isto acontecer na estante dos outros, mas tenho uma boa justificativa agora. Foi uma obra que me marcou, acrescentou algo a minha vida e isto é justificativa para estar entre meus favoritos. Mas é extenso, a impressão é de que é maior do que deveria ser. É repleto de detalhes que eu não costumo dar atenção, como coisas do ambiente, explicações sobre doenças, detalhes físicos do ambiente e dos personagens, etc. Porém, entendo perfeitamente que não se trata de mera futilidade. A intenção é permitir que o leitor se transporte para a montanha, que entenda o ambiente como seus habitantes o entendem. E que o leitor entenda melhor os conceitos apresentados sobre a noção de tempo através do próprio tempo prolongado da narrativa. Quando adquiri o livro, imaginei que o título era meramente figurativo, uma simples figura de linguagem. Mas a montanha é mesmo mágica. O sanatório é uma espécie de mundo paralelo, em que seus habitantes constroem uma cultura própria, um tanto quanto diferente da que estamos acostumados. Como disse, a percepção do tempo é diferente e a própria percepção das coisas é diferente, influenciados pelo efeito que a doença provoca. Construir um universo fantástico como fez Tolkien em O Senhor dos Anéis é algo louvável. Mas é ainda mais extraordinário ver uma espécie de universo paralelo construído com todos os elementos de nossa realidade. Nada de orcs, elfos ou anões, são seres humanos, doentes, mas muito singulares. O ponto alto do livro, na minha opinião, nem é esse. São os diálogos, especialmente os entre Naphta e Settembrini. A dialética do homem de fé, da idade média, com o europeu clássico, burguês e liberal. Um choque de culturas. Mas engana-se quem acha que os temas dos diálogos da obra se resumem a ideologias. É uma espécie de compilação daquilo que entendemos como filosofia de bar, onde pessoas resolvem divagar e debater acerca das coisas mais variadas da vida, como o tempo, amor, política, fé, morte e até mesmo o efeito provocado por diferentes marcas de charuto. Há algumas passagens esquisitas, como o episódio do copo. Assim o descrevo pra não criar spoilers, mas é bastante surpreendente. Me pareceu um capítulo jogado no livro, sem muita conexão com o resto da obra. Talvez seja uma provocação do autor àqueles mais céticos, adeptos de Settembrini. Quem leu a obra deve entender. E também não gostei do encontro entre dois personagens quase que totalmente narrado em francês ! Quem não sabe, perdeu e o pior é que era um dos encontros mais esperados da obra. São umas 4 ou 5 páginas de francês quase que na íntegra. Eu cheguei a aprender no colégio, mas não tive saco pra ler. Minha edição é essa aí da capa, Nova Fronteira. Entendo que é uma técnica do autor para manter a fidelidade da obra, uma vez que os personagens estavam conversando numa língua que não era a deles, mas poderia haver uma nota de rodapé indicando as páginas traduzidas no fim do livro. Mas não houve nem nota, nem tradução. Terminei sem saber exatamente. Passei quase todo o livro tentando entender qual era a relação da obra com a sua sinopse. À medida que vai se aproximando do fim, esta relação fica mais clara. O final é, creio eu, inusitado. Apropriado, considerando o objetivo do autor e condizente com a grandeza da obra. São 957 páginas e esta resenha é simplista pra descrever o livro. É feita para leitores hardcore, os que estão, como gosto de dizer, "no espírito" da leitura trabalhosa. A linguagem em si não é das mais difíceis, mas o conteúdo leva tempo para ser digerido. Frequentemente eu me distraía e precisava reler o que acabei de ler, pois não captava bem a essência daquilo que foi falado. É preciso, portanto, estar preparado. E mesmo assim creio ser difícil para qualquer um absorver todo tipo de conhecimento que a leitura proporciona. É para ser lido várias vezes. Não sei se vou chegar a relê-la um dia, mas foi uma boa experiência.

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    • 5 estrelas53%
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    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%