'Zwei Seelen wohnen, ach, in meiner Brust' Wer kennt es nicht, das dramatische Schicksal und Handeln des 'Faust'! Es gibt wohl kaum ein Schüler, der ihm nicht einmal in seiner Schulzeit begegnet wäre, für den Bildungsbürger gehört er sowieso zum Kanon. Zurecht! Denn was Johann Wolfgang von Goethe in 60-jähriger Schaffenszeit mit dem 'Faust' zuwege gebracht hat, sucht in der deutschen Dichtung seinesgleichen, lässt sich nur mit dem Begriff der Weltliteratur angemessen fassen und steht auf einer Ebene mit dem 'Don Quijote' oder der 'Göttlichen Komödie'. Faust, der umfassend gebildete Universalgelehrte, befindet sich in einer tiefen Krise bei seiner Suche nach dem, 'was die Welt im Innersten zusammenhält'. Eingesperrt in seine Gelehrtenstube drängt es ihn schließlich bis nahe an den Selbstmord. Nur die Osterglocken retten ihn. Beim berühmten Osterspaziergang wird ihm bewusst, dass er sich nach umfassendem Weltwissen gleichermaßen wie nach irdischer Weltlust sehnt. Da er sich aber von allen irdischen Lebenswerten abgeschnitten sieht, verflucht er das Leben. Hier nun wittert der Teufel in Gestalt des Mephisto seine Chance und bietet Faust einen Pakt an: Würde dieser auch nur einen Augenblick das Leben genießen und dabei verweilen wollen, wäre Fausts Seele auf immer verloren. Faust lässt sich auf den Handel ein und wird von Mephisto nun mit derbsten Sinnesgenüssen überschüttet: Aber sowohl die Studentenrunde in Auerbachs Keller als auch den Spuk in der Hexenküche erträgt Faust nur widerwillig. Erst die Begegnung mit dem nur 14-jährigen Gretchen erweckt in Faust irdisches Verlangen. Nun nimmt das Drama seinen Lauf.
Faust I und II -
Johann Wolfgang von Goethe
Fausto é uma lenda alemã, difundida oralmente ao longo do tempo, foi publicada a primeira vez em forma de livreto em 1587, o poema dramático e de Johann Wolfgang Von Goethe foi publicado em duas partes, a primeira em 1808 e a segunda postumamente em 1832. Henrique Fausto, é um estudioso muito inteligente, ambicioso e insatisfeito, que faz um pacto com Mefistófeles em troca de ter todos seus desejos realizados. A lenda original na qual se baseia o livro foi inspirada em Johann Georg Faust (1480 – 1540), mago e astrólogo do Renascimento alemão, apontado como alquimista e acusado de bruxaria e de ter feito um pacto com o diabo. Saber das referências da obra deixa a leitura mais acessível, tornando mais fácil entrar no poema que tem uma escrita rebuscada e as vezes (principalmente no começo) de difícil compreensão. Reli as primeiras 25 páginas duas vezes e assim consegui compreender melhor a escrita, fiz muito uso do dicionário, mas nada disso tornou a leitura menos prazerosa e curiosa para mim. As referências de Fausto na cultura pop são vastas e isso desperta a curiosidade e desejo de mergulhar nessa leitura. Mefistófeles é um personagem misterioso, e queria entender o que ele fazia ao lado de Deus no início do livro, queria descobrir o que eles conversaram antes da aposta. As falas dele quando se isenta da responsabilidade da insatisfação de Henrique são ótimas, demonstra a manipulação e astúcia de seus atos. Gostei muito da segunda metade do poema onde Margarida já aparece desgraçada... ela é um exemplo amplo de derrocada e redenção. Também adoro a perspicácia dela diante de Mefistófeles, conseguindo interpretá-lo com mestria, como se pudesse ver através de sua fachada. "Deus me livrara de conviver com semelhante escória! Quando entra, encara sempre nas pessoas como quem zombeteia ou vem zangado; não toma nada a sério; está-se lendo naquela testa que ninguém lhe agrada. Sinto-me tão contente a sós contigo! tão senhora de mim! tanto à vontade no calor que a tua alma infunde à minha! vem ele... e eis-me tolhida inteiramente." As festas, as viagens, os Reis e figuras proeminentes que Fausto encontra ao longo de sua existência (sempre em presença de Mefistófeles), demonstram bem sua ambição e desmedida busca por saber, fazendo por vezes paralelo com o fruto do conhecimento e o grande pecado que é desejá-lo para si. Adorei que nesse contrato selado com sangue, quem tira vantagem das letras miúdas não é quem esperamos que seja. Vemos muito isso na literatura, eu mesma vi recentemente em "A Vida Invisível de Addie LaRue", isso foi uma quebra bem vinda das convensões. A leitura da peça foi de altos e baixos, mas maravilhosa a medida que o inesperado se descortinava a cada ato. O poema possui partes lindíssimas, que me causaram grande emoção. Acho que a única parte que não gostei foi da apresentação dos personagens no início, é confusa e imagino que isso possa fazer com que alguns abandonem a leitura, mas aviso que logo tudo se ajeita e fica cada vez melhor a medida que os personagens centrais se fixam no enredo. Tirei meia estrela por esse início truncado. Ademais recomendo muitíssimo essa leitura.
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