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    Novo Órganon - Instauratio Magna

    Francis Bacon

    Edipro
    2014
    237 páginas
    7h 54m
    ISBN-13: 9788572837842
    Português Brasileiro
    3.6
    4 avaliações
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    A Instauratio Magna – Grande Instauração ou Grande Renovação – foi publicada por Bacon em 1620. Em sentido estrito, a Instauratio é um livro muito breve, constituído por um “Proêmio”, uma “Epístola dedicatória”, um “Prefácio” e um “Plano do Trabalho”. Conformando a Segunda Parte da Instauratio, o Novum Organum – texto que hoje conhecemos como um livro independente – foi publicado junto com o breve Esboço de uma história natural e experimental (todas essas partes estão traduzidas no livro). O objetivo de Bacon neste texto programático é altamente ambicioso: estabelecer fundamentos totalmente novos para as ciências e as artes, e prover a humanidade de um método que lhe possibilite renovar o conhecimento e restaurar seu domínio sobre a Natureza. A Instauratio Magna – Grande Instauração ou Grande Renovação –, livro do qual faz parte o Novo Órganon, é o texto mais lido e estudado de Francis Bacon. Nele Bacon deixou como herança para as gerações posteriores vários “enigmas” a serem resolvidos sobre suas ideias e sua época, entre eles: Qual foi o papel do método baconiano na Revolução científica? Qual foi a influência de Bacon na conformação da comunidade de pesquisadores? Qual sua importância para a articulação da ideia de progresso? Suas ideias são o germe do suposto niilismo e desencantamento do mundo contemporâneo? A Instauratio Magna – e com ela o Novum Organum – é também a expressão mais vívida de uma época de esperança e otimismo.

    Resenhas (1)Ver mais
    Caio Lobo picture
    Caio Lobo12/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Francis Bacon é corajoso ao criticar praticamente todos os filósofos da antiguidade, incluindo críticas pesadas contra Platão e principalmente Aristóteles. Lembrei muito de Nietzsche com essas críticas, principalmente quando Bacon fala de derrubar ídolos do conhecimento. Metade do texto é embasamento de seu método empírico, buscando refutar a física de Aristóteles e falando da inutilidade de sua metafísica. O método de Bacon é baseado totalmente na observação e ele não confia em modelos matemáticos prévios (o que debilita seu método pois como surgiriam teorias para se observar?), e dá suma importância para uma linguagem técnica universal para evitar confusão. A segunda parte Bacon faz descrição de diferentes categorias de fenômenos de acordo com suas observações; já temos um princípio de experimentação científica, mas muita coisa ainda bem rudimentar e cheia de erros, como supor que o calor é uma qualidade em si mesmo e não como relativo a algo. Em algumas partes ele consegue ser a frente de seu tempo como observar a estática também é uma forma de "movimento". Enfim, é um livro para quem gosta de história da ciência e também para saber o que pode prejudicar a experimentação. Eu diria que Francis Bacon para a filosofia é igual o que São Tomé foi com Jesus nos Evangelhos.

    8 curtidas

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