Bruno Dante, o alterego de Dan Fante, filho do digníssimo John Fante é uma junção escatológica de Bandini (John Fante) e Chinaski (Bukowski).
"What I want to say here is that there is a place beyond control and beyond concern that people can go, where the values and the needs of everyday life change completely. Where what matters is moment-to-moment survival to avoid mind pain."
O abuso do álcool é uma constante no livro e guia todas as ações positivas ou negativas (a maior parte) de seu protagonista. Os momentos que não chocam por sua brutalidade, é a trama ao redor dos últimos momentos de vida de Jonathan Dante (John Fante) e os momentos reflexivos onde o sempre alcoolizado Bruno Dante percebe que ama o seu pai e sua morte deixara um vácuo jamais preenchido. Vale destacar também que mesmo sucumbindo a apagões alcoólicos e todas as consequências que os alcoólicos passam ao beber, o protagonista vive momentos de dedicação e carinho a Rocco, o bull terrier que pertencia a Jonathan Dante.
"I was a degenerate, with an insatiable capacity for perversion. Incapable of change. I could do anything except not drink"
É difícil simpatizar com Bruno Dante, principalmente se você nunca conviveu ou conheceu um alcoólico em sua vida ou nem ao menos bebe, no entanto o fato é que Dan Fante conseguiu comigo aquilo que seu pai também havia conseguido: emoção, ódio, alegria e repulsa, tudo em golpes diretos e rápidos