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    Manifesto Surrealista -

    André Breton

    Domínio Público
    2015
    50 páginas
    1h 40m
    ISBN-13: 9123475869123
    Português Brasileiro
    3.9
    44 avaliações
    Leram82Lendo4Querem70Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos3Desejados70Avaliaram44

    O Manifesto Surrealista foi publicado pelo escritor francês André Breton em 1924, e trouxe para o mundo um novo modo de encarar a arte. Seguido do dadaísmo (movimento que propunha a oposição por qualquer tipo de equilíbrio), o surrealismo impunha o chamado automatismo psíquico, "estado puro, mediante o qual se propunha transmitir verbalmente, por escrito, ou por qualquer outro meio o funcionamento do pensamento; ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral". Segundo Breton, ele e o escritor Soupault, deram o nome de surrealismo ao novo modo de expressão que tinham a seu alcance, em homenagem a Guillaume Apollinaire. Neste manifesto, os princípios surrealistas são declarados, tais como a isenção da lógica, a adoção de uma realidade superior, chamada "maravilhosa".

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    J. S. picture
    J. S.12/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma leitura interessante e que eu indico profundamente! Cheguei nesse manifesto através de uma palestra do Christian Dunker para o café filosófico e um vídeo do canal dele, ambos ligavam o movimento surrealista a psicanálise, o que me fez ficar interessada. De fato o movimento é extremamente influenciado pela psicanálise, seja pela incorporação das ideias de Freud a manifestação artística ou então a relação entre o Lacan e o Dali, o que ao meu ver deixa esse movimento incrivelmente maravilhoso de ser estudado e observado. No manifesto, Breton tece comentários a respeito do que ele considera ser o movimento surrealista, desde o seu início até a sua definição, na minha experiência foi uma leitura interessante pois ele sai de um ponto abstrato até chegar na consolidação do movimento, e para mim que nunca havia tido contato com qualquer espécie de texto do gênero foi fantástico ver a consolidação dessa vanguarda. Eu particularmente achei muito mais simples ler diretamente o manifesto do que ouvir falar sobre as vanguardas através de aulas e tudo mais, abre portas para questionamentos e debates, o que se perde nas aulas da escola já que ali estamos numa posição passiva, apenas receber e absorver o conhecimento. O manifesto sintetiza de maneira magnífica o que foi o início das vanguardas, o rompimento com o clássico, a libertação das amarras sociais e do que é considerado normal e aceitável, condizente com o contexto histórico e as características do que foi o movimento das vanguardas européias. Influenciado pela sua época, Breton é bastante pontual em suas críticas (morri de rir em alguns momentos, já que ele foi extremamente enfático no que o desagradava em romances) desde a quebra com o racionalismo até a grande moralidade que reprime o homem. No final do texto ele nos presenteia com a definição do que é o movimento surrealista e como ele se apresenta: "SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico puro pelo qual se propõe exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral. ENCICL. Filos. 0 Surrealismo repousa sobre a crença na realidade superior de certas formas de associações desprezadas antes dele, na onipotência do sonho, no desempenho desinteressado do pensamento. Tende a demolir definitivamente todos os outros mecanismos psíquicos, e a se substituir a eles na resolução dos principais problemas da vida." Definitivamente uma excelente leitura, me apresentou novos pontos de vista, principalmente relacionado a arte e o seu propósito. PS.: mesmo eu tendo gostado bastante, é do meu ponto de vista pessoal que o texto tem passagens que abrem portas para interpretações perigosas, então é preciso um pouco de ponderação na hora de ler, mas isso é mais da minha índole hehehehe.

    10 curtidas

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    3.9 / 44
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas52%
    • 3 estrelas34%
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    André Breton

    André Breton foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo. De origem modesta, iniciou , sem entusiasmo, estudos em Medicina sob pressão da família. Mobilizado para o exército, na qualidade de enfermeiro, para Nantes em 1916, ali trava conhecimento com Jacques Vaché, filho espiritual de Alfred Jarry, um jovem sarcástico e niilista que viveu a vida como se de uma obra de arte se tratasse e que morreu aos 24 anos em circunstâncias bastante suspeitas (a tese do suicídio é controversa). Jacques Vaché, que não mais deixou do que cartas de guerra, teve uma enorme influência no espírito criativo de Breton: enfraquecendo a influência de Paul Valéry e, deste modo, determinando tanto a sua concepção de "Poète" (Le Pohète segundo Vaché), como a de humor e de arte. Em 1919, Breton funda com Louis Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra, também, em contato com Tristan Tzara (fundador do Dadaismo). Em Les Champs magnétiques (escrito em colaboração com Soupault), coloca em prática o princípio da escrita automática. Breton publica o Primeiro Manifesto Surrealista, em 1924. Um grupo se constitui em torno de Breton: Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Michel Leiris, Robert Desnos, Benjamin Péret. No afã de juntar a ideia de « Mudar a vida » de Rimbaud e a de « Transformar o mundo » de Marx, Breton adere ao Partido Comunista em 1927, do qual será excluido em 1933. Ele vive sobretudo da venda de quadros em sua galeria de arte. Sob seu impulso, o surrealismo torna-se um movimento europeu que abrange todos os domínios da arte e coloca profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas ou acontecimentos. Inquieto por causa do governo de Vichy, Breton se refugia em 1941 nos Estados Unidos da América e retorna a Paris em 1946, onde continuará até sua morte a animar um segundo grupo surrealista, sob a forma de exposições ou de revistas (La Brèche, 1961-1965).

    21 Livros
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    Orne, na Normandia, França

    André Breton