Há alguns anos, após ler O MANÍACO DO CIRCO, pensei que o autor não mais escreveria algo do tipo, tanto se falando do gênero, como se falando de qualidade, já que sou fã assumido de livros policiais.
Entretanto, ao misturar ação frenética, erotismo desvelado e mistério nesta obra, Leonardo Barros uma vez mais acertou a mão, demonstrando que livros neste gênero, de sua lavra, serão sempre uma boa leitura garantida.
Sua linguagem imagética, vocabulário de fácil compreensão (mesmo quando rebuscado) e texto fluente facilitam e muito ao leitor gostar da trama, seja ele daqueles que querem somente um livro meramente como fonte descomprometida de entretenimento, seja daqueles mais exigentes, que buscam um texto melhor estruturado, dentro de padrões técnicos que um bom escritor deve ter. Tal fato é facilmente verificável no trecho em que é descrita uma análise de caso de autópsia de vítimas, em que toda a cena pode ser imaginada e compreendida, em detalhes, isso sem comentar mais sobre as visões paranormais da protagonistas que a atormentam durante todo o livro.
Gostaria de falar mais ainda de PRESSÁGIO, mas isso tiraria toda a diversão que cada um tem ao ler uma obra de suspense policial, a qual é justamente tentar adivinhar os verdadeiros "vilões da obra". Então, para os amantes da ficão policial, erótica, fantástica, enfim, é uma leitura obrigatória e rápida, já que se trata de apenas de 220 páginas de tortura, cenas veladas (ou não!) de sexo, frenesi, fatos inexplicáveis à luz da ciência tradicional e mistério, muito mistério, até as últimas páginas.