Trata-se de um livro de mistério, cheio de suspense e aventura. A história se passa em 1578, ano da Batalha de Alcácer-Quibir. Enquanto o soldado cristão Abelardo encontra-se no norte da África a lutar contra muitos inimigos, seu amigo jesuíta Lourenço parte em sua busca. Lugares lendários, como o jardim das Hespérides, eventos sobrenaturais, flashbacks, sonhos enigmáticos e reviravoltas tornam a leitura mágica.
Em Nome del Rei - A Batalha de Alcácer-Quibir
Daniel Vilela
Em Nome Del Rei é um livro repleto de fantasia e ação, porém, um livro bem confuso. Confesso que tive que voltar várias vezes a leitura em algumas partes, pois simplesmente não entendia nada ou simplesmente me sentia desconectada da história. Não me levem a mal, a narrativa do autor não é ruim, pelo contrário, é bem fluída, porém o que não combinou foi o uso das palavras extremamente formal, não deixa o leitor a vontade enquanto lê o livro. A história nos apresenta Abelardo e Lourenço, ambos são amigos. Porém, após Lourenço receber uma notícia a respeito de que talvez Abelardo estaria morto, ele parte em busca de seu amigo. Abelardo está com uma tropa de soldados no norte da África para lutar contra Mulei Mohammed, ele está servindo ao Rei Sebastião com toda força e coragem que têm. Mas, Abelardo tem um diferencial de todos os outros soldados, ele possui um colar com um medalhão e um shofar que o faz "invocar" certas criaturas. Ele acaba invocando um anjo no local em que está, escondido de todos os outros soldados. Esse anjo não é lá totalmente do bem, mas ajuda Abelardo em uma grande parte de sua trajetória. Até a adentrar em Larache, onde o Rei Sebastião se encontra, por uma passagem secreta. Abelardo consegue adentrar o local, enquanto os outros soldados estão aguardando o grande dia acampando em frente ao local em que o Rei estava. Ele usufrui do bom e do melhor, mas também ajuda os que estão lá fora que outrora também o ajudaram. O livro é repleto de ação, luta, e tem um cenário maravilhoso, o autor soube detalhar bem e em algumas vezes eu conseguia imaginar a cena, esse é um ótimo ponto. Acredito que por ser um livro narrado no ano de 1578, a ideia do autor realmente fosse que o leitor se sentisse naquela época, com a linguagem utilizada antigamente. Mas nós acabamos nos acostumando com a linguagem coloquial presente nos livros atuais e quando vemos essa linguagem mais robusta, acabamos não nos familiarizando. Pelo menos é o que aconteceu comigo. Espero que tenham entendido que o problema comigo realmente foi com a linguagem do livro, a história é boa e confesso que poderia ser mais aproveitada. Contudo, é interessante e que merece uma chance. Espero futuramente ler outros livros do autor e não me sentir da mesma forma que me senti com este. Resenha postada originalmente no blog Pacto Literário. www.pactoliterario.blogspot.com.br www.instagram.com.br/pactoliterario
Estatísticas
Avaliações
3.7 / 7- 5 estrelas14%
- 4 estrelas43%
- 3 estrelas43%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%






