Balthazar (O Quarteto de Alexandria #2) - Quarteto de Alexandria 2

    Lawrence Durrell

    Ediouro
    2006
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788500017575
    Português Brasileiro

    Balthazar o segundo livro do Quarteto de Alexandria, contrariando o costume das editoras, não é uma simples continuação do primeiro livro: Justine. Não é "uma esticada" só pra vender livro, na sombra de um sucesso. Claro que uma história se liga à outra, mas não é "enchimento de linguiça. Já os personagens continuam na sua angustiada fixação sexual, tanto pelo envolvimento de Clea, Melissa e Justine, com Nessim, Balthazar, Naruz ou Pursewarden. A parte IV ou capitulo IV do livro onde o autor narra a “viagem ao deserto” bastaria para tornar “Balthazar” um autêntico “clássico da literatura”. Só esta parte, vale a leitura, vale o livro. Mas não é uma leitura fácil, embora muito boa.

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    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino31/01/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quarteto de Alexandria: Baltasar

    Não leia esta resenha se você ainda não leu o Justine, ou melhor, faça o que lhe aprouver, mas cuidado. Este é um livro que me surpreendeu e isto é sempre uma coisa que alegra o dia de um leitor. Terminei Justine, li outras cositas, pensei na vida e resolvi ler um tanto mais do Durrell, antes destas férias atrasadas de 2006. Balthazar é arrebatador. Justine terminou com um enigma: quem afinal tinha matado Capodistria durante a caçada de patos? Ele era o sujeito que havia estuprado Justine quando garota e o impacto do assassinato nas complexas relações entre Nessin, Justine, o narrador, Melissa, Clea fecham o volume. Mas o que dizer deste segundo movimento do quarteto? Como um palimpsesto tudo o que sabíamos do Justine é reavaliado e algo novo e soturno é acrescentado ao texto. O narrador não era seu único amante, nem mesmo o mais devotado. A nova camada transforma profundamente cada um dos personagens. Como em nosso mundo real onde o hábito, fiel camareiro, se esgota e enfim deixa o tempo e a vida desnudarem as pessoas e as relações, no livro sentimos o impacto das nuances. Tanto na vida quanto na literatura assim acabamos por ver mais bem definidas as muitas encarnações dos membros de nosso círculo de amizades e afinal (melhor dizer, principalmente, mais importante) de nós mesmos. Talvez eu não deva acrescentar mais nada das surpresas de Balthazar pois agora estou a entender os hábitos dos confrades leitores do Quarteto de Alexandria. Imergir neste livro é adentrar em um mundo mágico e vívido, onde os personagens parecem reais demais para estarem aprisionados em um romance da primeira metade do século passado. Começo a entender a mística do livro e o silêncio discreto de seus iniciados admiradores. "Balthazar - O Quarteto de Alexandria", Lawrence Durrell, tradução de Daniel Pellizzari, editora Ediouro, 1a. edição (2006) ISBN: 85-00-01757-0

    1 curtida

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    4.1 / 11
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