“ A cidade e as serras pertence a última fase de Eça de Queirós em que o crítico implacável de burgueses, em romances como O Primo Basílio (1978), passa agora a defender esses mesmos valores como os mais autênticos e capazes de proporcionar ao homem a verdadeira felicidade." "O crítico do mundo burguês, não deixa de ser crítico em A cidade e as serras, só que agora seu alvo é outro. Seu alvo é a “modernidade”, ou melhor, um tipo de relação mistificada com as inovações científicas e filosóficas que estão em plena ebulição na Europa do final do século XIX.”

