A comunidade dos espectros. I. Antropotecnia (PARRHESIA)

    Fabián Ludueña Romandini

    Cultura e Barbárie
    2012
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788563003058
    Português Brasileiro

    “O mundo começou sem o homem e terminará sem ele, e as instituições, os costumes e os usos que a humanidade terá colecionado no curso de sua vida, o museu das figuras que o espírito terá catalogado em sua fenomenologia não são senão as vestimentas desusadas de um vivente que não goza intrinsecamente de nenhuma garantia de imortalidade. Tudo o que denominamos ciência política, neste sentido, não é outra coisa que a oculta remoção desta evidência. Relendo a contrapelo a tradição política, jurídica e teológica do Ocidente, da Grécia antiga até as utopias transhumanistas, este esplêndido livro traz à luz a origem impensada de diversas tendências políticas, só aparentemente contraditórias entre si, que modelam o mundo contemporâneo. Sua secreta solidariedade está, com efeito, na tentativa de eliminar toda a animalidade constitutiva do humano. Contra este otimismo inane e insensato, Fabián Ludueña Romandini reinventa para a filosofia o tom e o olhar com os quais Poe sacudiu e revolucionou a literatura mundial. E demonstra que não há nenhuma cisão originária entre a vida animal e a vida humana. O chamado Homo sapiens é apenas um animal que dotou a si mesmo de antropotecnologias destinadas a dar forma, domesticar, modelar ou mesmo dominar sua própria animalidade constitutiva assim como a de seus congêneres. Para instaurar uma política trans-zoológica e absolutamente humano-técnica que permita alcançar um espaço não-antrópico, será necessário abandonar o último refúgio da onto-teo-logia clássica, o preconceito (pós-) metafísico a favor do vivente.” (Emanuele Coccia – texto da quarta capa)

    Resenhas (1)Ver mais
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    GarudaDeity26/10/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Deus abençoe este homem

    e meu amigo, Fabián Ludueña Romandini. Um verdadeiro gênio da filosofia política contemporânea, inaugurando com todas as forças a pós-metafísica sem cair no preconceito antrópico, nem mesmo dependendo da noção de vida para suas elaborações. O homem é, apenas, a mais aguda mente de nosso tempo.

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