É a exclamação de Carmem, Conceição, Cristina, Flávio, Jane, Luiz, Otaviano e Rafael, autores (antropólogos e historiadores)da coletânea Conheça Belém, comemore o Pará! O convite é feito com delicadeza e timidez, mas o imperativo festejar é o tom encontrado por belenenses nascidos ou não na“nortista gostosa”cantada por Manuel Bandeira. A senhora da festa faz, supostamente, 392 anos, mas, indiferente ao tempo, conquista novos amores pelo espaço que o cupa e pelas gentes que abriga, acolhe e embala. A cidade inscrita na fala impressa de seus amantes é fulgurante pelo descortinar de recantos esquecidos, pouco contemplados no atribulado século XXI. Primeiro chega Rafael e apresenta a Belém seiscentista que se forja na severidade“pouco conhecida”dos portugueses,inclusive religiosos, acompanhando os passos da conquista e do deslocamento dos povos indígenas. A seguir, a cidade perfumada pela brisa que vem do rio e volta a ser palmilha da pelas gentes com vagar e receio,entrando e saindo dos becos, descortinados por nós(Otaviano e Jane) durante as terríveis visitações do Santo Ofício e da Cólera que a todos a terravam. Viva,Belém é desvenda da a partir da rua dos mercadores (comerciantes) pelo Luiz, ou do reinado da animação presente nas fontes da cidade acalantada pela Conceição.Múltipla, como destaca Cristina, que nos impede de pensá-la de uma única forma, ou assombrada pelas memórias,como mostra Flávio. De certa forma, sem a veia de Bandeira, nosso poeta maior, usamos de lirismo e sensibilidade para indicar que mesmo em dias tristes é possível dançar, e isso fica por conta do Jurunas, que é festa e não dorme, impedindo a tristeza de chegar, como a presenta Carmem.
Conheça Belém, Co-memore o Pará (Coleção Fronteiras impertinentes) - Conheça Belém, Co-memore o Pará
Vários autores
Universitária UFPA
2008
132 páginas
4h 24m
ISBN-13: 9788524704192
Português Brasileiro
Estatísticas
Avaliações
3.5 / 2- 5 estrelas50%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas50%
- 1 estrelas0%