"É justamente a falta de seus pés no chão que te faz ter uma força de vontade bem maior do que muita gente para fazer as coisas acontecerem. Meus pés podem me levar para os palcos, os do seu irmão podem o levar para os campos, mas os seus... Os seus podem te levar para onde sua vontade te permitir, para onde seu coração desejar e isso é lindo."
Resenha:
Uma sequência que fecha com carinho duologia.
Marina está desapontada com as descobertas que fez sobre Frederico, o cara por quem estava inegavelmente apaixonada.
Fred está sem chão. Quando tem certas verdades expostas, vê-se sem rumo, sem não saber o que fazer para conseguir o perdão de Mari e Leandro, seu irmão.
Claro que o tempo pode ajudar a colocar algumas peças no lugar, mas são necessárias atitudes para reconquistar alguém.
O time da Universidade de São Miguel está conquistando diversas vitórias e, quando tudo parece estar perfeito, mais bombas.
Mari é obrigada a encarar feridas do passado, que mexem com sua família e seu sonho de ser bailarina.
Enquanto isso, Fred está disposto a fazer de tudo para salvar quem ama, todavia isso pode colocar em risco seus ideais e a confiança daqueles que nele acreditam.
"Não somos urgentes, não precisamos ter pressa. Simplesmente nos beijamos porque precisamos um do outro, porque somos metades que, antes perdidas, enfim se encontraram. Nos beijamos simplesmente porque, nos braços um do outro, a tristeza perde um pouco de lugar."
No desfecho dessa duologia, encontramos uma bela mistura de romance e drama. Amizade, perdão, família, dores, confiança, perseverança e, acima de tudo, amor são assuntos que a autora fez questão de trabalhar.
Uma trama New Adult que tem seus traços clichês, mas nem por isso deixa de trabalhar bons assuntos, como violência doméstica, inclusão social e assédio sexual.
Acompanhamos os acontecimentos a partir dos pontos de vista de Mari e Fred, na maior parte do tempo, e isso falicita sabermos como eles se sentem. Apesar de eu achar ter um exagero nas descrições de certas situações ou momentos de reflexão longos demais que acabam sendo um tanto cansativos, o texto traz uma linguagem bem cotidiana. Não se apega a gírias, ainda que tenha o uso de palavrões, os quais acho por vezes, desnecessários. É algo que, particularmente, tende a me incomodar.
Mari e Fred são protagonistas apaixonados pelo que fazem e muito dedicados a família.
Leandro e Cindy ocupam a vaga de coadjuvantes fáceis de se encantar, que começam como amigos, mas não podem negar o sentimento que os envolvem. Realizando o desejo dos leitores de ter um pouco mais desse casal encantador, a autora escreveu um livro só deles ? Enquanto você respirar.