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    Eles e Elas: crônicas da Belle Époque Carioca de Júlia Lopes de Almeida

    Júlia Lopes de Almeida

    Editora UFPB
    2015
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788523710842
    Português Brasileiro
    3.3
    6 avaliações
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    Júlia Valentina da Silveira Lopes de Almeida nasceu na então Província do Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 1862, filha do Dr. Valentim José da Silveira Lopes, professor e médico, depois Visconde de São Valentim, e de D. Adelina Pereira Lopes. Mãe de Afonso Lopes de Almeida, Albano Lopes de Almeida, Margarida Lopes de Almeida e Lúcia Lopes de Almeida. Viveu parte da infância em Campinas, S.P. Onde estreou na carreira de escritora, 1881, escrevendo na Gazeta de Campinas. Desde cedo mostrou forte inclinação pelas letras, embora no seu tempo não fosse de bom-tom nem do agrado dos pais, uma mulher dedicar-se à literatura. Em entrevista concedida a João do Rio entre 1904 e 1905, confessou que adorava fazer versos, mas os fazia às escondidas. Em 28/11/1887 casou-se com um jovem escritor português, Filinto de Almeida, à época diretor da revista A Semana, editada no Rio de Janeiro, que recebeu a colaboração sistemática de Dona Júlia por vários anos. A produção literária de Júlia Lopes de Almeida foi vasta, escreveu mais de 40 volumes abrangendo romances, contos, literatura infantil, teatro, jornalismo, crônicas e obras didáticas. Escreveu na coluna no jornal O País durante mais de 30 anos. Foi presidente honorária da Legião da Mulher Brasileira, sociedade criada em 1919; e participou das reuniões para a formação da Academia Brasileira de Letras, da qual ficou excluída por ser do sexo feminino. Sua coletânea de contos Ânsia Eterna, 1903, sofreu influência de Guy de Maupassant e uma das suas crônicas em ELES E ELAS publicada na coluna, “Reflexões de um marido” inspirou Artur Azevedo ao escrever a peça O dote. Em colaboração com Filinto de Almeida escreveu em folhetim do Jornal do Comércio, seu último romance A casa verde em 1932, e faleceu em 30/05/1934, na cidade do Rio de Janeiro.

    Resenhas (1)Ver mais
    Carolignac picture
    Carolignac02/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sobre a vida conjugal na belle époque tropical

    As crônicas de Júlia Lopes apresentam o cotidiano conjugal na primeira década do século XX. Adoro o humor ácido da autora e como ela tece a condição feminina, tida como subalterna e ingênua. São ótimas crônicas para analisar a mulher e o seu cotidiano dentro do matrimônio. Indico a leitura das crônicas: - Cada vez que... - Se eu fosse outra... - Que diabo - Quando me lembro... - Final de ato Vale a pena conferir as crônicas de Júlia Lopes de Almeida, uma grande (e infelizmente esquecida) autora do século XIX-XX.

    2 curtidas

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    3.3 / 6
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    Júlia Lopes de Almeida

    Júlia Lopes de Almeida foi uma escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira. Foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras (ABL). Tem uma produção grande e importante para a literatura brasileira, de literatura infantil a romances, crônicas, peças de teatro e matérias jornalísticas. Foi casada com o poeta português Filinto de Almeida, e mãe dos também escritores Afonso Lopes de Almeida, Albano Lopes de Almeida e Margarida Lopes de Almeida.

    64 Livros
    26 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Júlia Lopes de Almeida