O objeto de estudo deste livro não é simplesmente a arte – a ser definida –, mas o problema filosófico da possibilidade de uma definição da arte, da maneira como se coloca para as estéticas contemporâneas. Umberto Eco aborda a questão de três pontos de vista: a partir de alguns ensaios históricos, que retomam as definições da antiga estética indiana, da estética medieval e de algumas correntes dos últimos dois séculos; por meio de alguns ensaios teóricos, que examinam também as posições dos estudiosos contemporâneos; e mediante a inspeção do território das poéticas de vanguarda, para ver como e até que ponto as instâncias de tais poéticas se inserem nos quadros especulativos organizados pela estética. Estes ensaios mostram o traçado problemático que conduziu o autor à noção de “obra aberta” – já delineada e comentada nestes escritos – e à pesquisa sobre os problemas da comunicação que ocupou em seguida o centro de seus interesses.
A Definição da Arte -
Umberto Eco
Similares (1)
Ver maisO que é arte? O que distingue uma obra artística de uma produção sem valor? Quais são os elementos ou fatores que embasam o juízo estético? A interpretação sobre uma manifestação artística e o que ela representa deve partir do artista ou daquele que "consome" a arte? São muitos os questionamentos que estão presentes no campo da arte, repercutindo em diversos debates dos mais variados níveis, o que acaba por alimentar as dúvidas e respostas sobre aquilo que a define. Nessa obra, Umberto Eco aborda algumas e diferentes nuances sobre os apontamentos existentes no campo da definição da arte, dando assim a sua própria contribuição para esse grande e longo debate. O livro é dividido em três partes. Na primeira, "estudos históricos e teóricos" são trabalhados pelo autor, onde são abordadas questões como estética, sociologia da arte, historiografia e a própria definição geral da arte, partindo-se de referenciais teóricos próprios que fundamentam as exposições feitas. Na segunda parte, aborda-se "o conceito de forma nas poéticas contemporâneas", trabalhando aqui o autor com o seu conceito de obra aberta, com a questão da música, com o experimentalismo e outros tópicos nesse âmbito. Por fim, na terceira parte são abordados alguns "problemas de método", mais precisamente acerca da pesquisa interdisciplinar, além de o autor expor uma balanço metodológico no campo da arte. A obra é o resultado de uma reunião de diversos textos de Umberto Eco que foram escritos entre os anos de 1955 e 1963, devendo ser considerado esse período quando da leitura. Não que se trate de uma obra datada. Longe disso, pois é uma leitura bastante atual além de também se tratar de abordagens de base sobre a arte que servem como fundamento para diversos outros trabalhos quando quer que sejam produzidos. A questão do período merece ser levada em conta para situar bem o leitor quando do trato do autor sobre a arte contemporânea - que mudou em algum sentido desde as décadas de 50 e 60 até hoje. Trata-se de um ótimo trabalho que muito contribui para se potencializar as discussões acerca da definição da arte.
Estatísticas
Avaliações
4.1 / 23- 5 estrelas39%
- 4 estrelas30%
- 3 estrelas26%
- 2 estrelas4%
- 1 estrelas0%

