Arquitetura Vivenciada -

    Steen Eiler Rasmussen

    Martins Fontes
    2015
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9788580632286
    Português Brasileiro

    Em tempos antigos, toda a comunidade participava na construção das moradias e na fabricação dos implementos utilizados. O indivíduo estava em fecundo contato com essas coisas; as casas anônimas eram construídas com um sentimento natural em relação ao lugar, aos materiais e ao uso, e o resultado era uma edificação agradável à vista e perfeitamente adequada. Hoje, em nossa sociedade altamente civilizada, as casas que as pessoas comuns estão condenadas a contemplar e a habitar são, como um todo, desprovidas de qualidade. Não podemos, entretanto, retornar ao velho método artesanal supervisionado pessoalmente. Devemos esforçar-nos por avançar despertando interesse na obra que o arquiteto realiza e propiciando a sua compreensão. A base do profissionalismo competente é um grupo perspicaz e inteligente de amadores, de amantes não profissionais da arte. O tema do presente volume é “como perceber as coisas que nos cercam”.

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    Guilherme Iorio Könsgen02/03/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    arquitetura vivenciada

    O livro discorre a respeito das questões básicas da arquitetura de maneira a instigar a percepção do leitor/ arquiteto. Destes, são citados: efeitos de sólidos e cavidades, planos de cor, escala e proporção, ritmo, texturas, luz do dia, cor e acústica. Rasmussen apresenta em sua obra um apanhado de pensamentos sobre arquitetura, repleto de poética em suas considerações, onde, por vezes, me senti no próprio percurso que ele primorosamente descrevia. A chave do texto está na ênfase ao olhar atento da experimentação que deve ter aquele que quer apreender a respeito do espaço que habitamos. Segundo o autor: "De modo geral, a arte - no caso a arquitetura - não deve ser explicada, deve ser sentida. Mas por meio de palavras é possível ajudar outros a senti-la". O autor defende que na arquitetura não há regras ou critérios absolutos para caracterizar um bom edifício, mas sim pontos aos quais podemos - se devidamente treinados - perceber para nos aproximarmos da sua essência.

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