" Os contos -- escritos entre 1946 e 1950 -- guardam, inevitavelmente, algo da angústia, da insatisfação, da ingenuidade e da urgência típicas da Juventude. A solidão da Empregada de uma loja de flores; a de outra moça que escreve poesias e é incompreendida; a mãe tomada pelo sentimento de que o filho esconde um segredo; irmãs de temperamentos opostos se debatendo entre o amor e ódio; a mulher forte que, ao se ver doente, prefere afastar-se da família para degustar seus últimos dias em contato maior consigo mesma; outra que definha em um quarto de hotel à espera de um amante que talvez não chegue nunca; a menina que "salva" flore do jardim e as liberta jogando-as no rio; dois rapazes e um pacto de suicídio, duas mulheres e um pacto de silêncio... São histórias sobre seres que se abrem para a vida e se entregam a ela. Ou se fecham. O amor pode doer hoje, mas vai embalar recordações futuras. Pessoas se encontram, se esbarram, se fundem e, uma vez sós, recomeçam. que o importante é recomeçar. é ser de novo. é viver o que se sabe... como se pode. "
