a travessia de Benjamin - a aventura de um filósofo fugindo do nazismo

    Jay Parini

    Record
    1997
    412 páginas
    13h 44m
    ISBN-10: 8501051098
    Português Brasileiro

    Durante a década de 1930, o crítico e filósofo judeu alemão Walter Benjamin escreveu seus principais ensaios em uma livraria de Paris, cidade que amava e onse se tinha exilado depois da ascensão de Hitler ao poder da Alemanha. Em 1940 ele é obrigado a fugir, carregando uma maleta na qual levava centenas de páginas de seu precioso manuscrito. Neste livro, o autor intercala a história comovente da fuga com esboços do passado complexo e cosmopolita de Benjamin - sua infância privilegiada em Berlim; seus anos de militante no Movimento da Juventude Alema; os dias na universidade.

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    Eliana Cristina dos Santos Cruz19/01/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Prazer em conhecê-lo Walter Benjamim

    Dele eu não sabia nada a não ser que foi um importante pensador dos anos 30. Na faculdade, devo ter ouvido algo de um dos professores, devo ter lido algum artigo no qual o autor se tenha baseado nele. Por essa razão, ter sido testemunha virtual de sua fuga tantos anos depois, ter sentido o coração apertado toda vez que ele tinha de parar de caminhar por causa das dores no peito, a cada vez que ele caía ou quando foi atirado de um navio ou ainda quando se perderam os seus preciosos escritos foi uma experiência visceral. A cada página eu compartilhei de suas manias, de seus sonhos, de seu amor pelos livros, de algumas de suas reflexões, do seu fracasso como amante e pai,da sua capacidade de manter-se controlado e até bem humorado em tempos em que pessoas como ele eram assassinadas pelos alemães...Ler este livro foi uma experiência pra lá de enriquecedora. Eu o amei, eu perdoei o homem fraco e admirei a inteligência arguta; invejei suas tardes na Biblioteca Nacional da França e seus passeios e pelos cafés e ruas de Paris, eu o odiei por ter adiado tanto a saída da França e me identifiquei com sua mania de se refugiar entre os livros enquanto o mundo ao redor ruge. Só que ele era alemão e judeu na Europa em plena Segunda Guerra e eu...Eu admirei a sua independência- ele não se filiou ao marxismo nem à Escola de Frankfurt-, fui paciente com suas excentricidades e me perguntei pela verdadeira causa do seu suicídio. Quase tudo o que se pode sentir por uma amigo eu senti por ele nos primeiros dias de 2014 em que passamos juntos. O autor deu um rosto, corpo e vida a um nome, fez dele alguém que me é muito querido e admirado, para sempre vivo.

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