DESEJO DE VINGANÇA

    SULAMITA SANTOS, MARGARIDA DA(ESPIRITO) CUNHA

    1969
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788578130275
    Português Brasileiro

    Numa pacata cidade perto de Sorocaba, no interior de São Paulo, o jovem Manoel apaixonou-se por Isabel, uma das meninas mais bonitas do município. Completamente cego de amor, Manoel, depois de muito insistir, consegue seu objetivo - casar-se com Isabel mesmo sabendo que ela não o amava. O que Manoel não sabia é que Isabel era uma mulher ardilosa, interesseira e orgulhosa. Ela já havia tentado destruir o segundo casamento do próprio pai com Naná, uma bondosa mulher, e, mais tarde, iria se envolver em um terrível caso de traição conjugal com desdobramentos inimagináveis para Manoel e os dois filhos, João Felipe e Janaína.

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    pérola corchog picture
    pérola corchog06/09/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Que lição maravilhosa que este livro passa!!

    Muitas vezes somos acometidos por sentimentos que nos elevam e por outros que nos destroem, acabando de uma vez com nossa paz. Um desses sentimentos é o desejo de vingança, seguido pelo ódio, que muitas vezes nos atrapalha a marcha. O ódio nos faz perdedores de nós mesmos, pois acabamos perdendo até nossos ideais, e principalmente nossa essência. Alguns enveredam por esse sentimento sem conseguir compreender as máximas do Cristo de perdoar setenta vezes sete vezes, o que implica no comprometimen-to do futuro, sem se darem conta de que esse sentimento que permeia muitos corações acaba por atrapalhar a marcha evolutiva, cegando a visão daqueles que o sentem. O odiento não tem paz, nem tampouco terá enquanto não aprender a perdoar as ofensas e principalmente o ofensor. O odiento acaba massacrando seu coração com um desejo de vingança que, seguindo a lei natural de causa e efeito, acaba por se voltar contra ele de alguma forma. Quando Jesus instou seus seguidores a perdoar, sabia do que o ódio é capaz e do comprometimento que este traz para o futuro. Ai daquele que diz: "Eu não perdoo!" Assim pensando, desconhece o efeito benéfico do perdão e principalmente das palavras sábias de Jesus. Por que nos atrevermos a ficar enlaçados teremos que perdoar? Perdoemos liberalmente nossos irmãos, a fim de sermos perdoados pelo Pai. E, sendo assim, não acalentaremos um desejo que nos machuca e maltrata, aprisionando-nos numa corrente negativa que nos faz prisioneiros de nós mesmos e de nossos desejos. Rompamos os laços perdoando as ofensas e nosso ofensor, pois somente assim evitaremos dificuldades futuras. A ilusão muitas vezes acaba por nos cegar a ponto de acharmos que fomos feridos em nossos mais profundos sentimentos; e acabamos sendo movidos por essa ilusão corrosiva, que nos leva pelo ressentimento e nos faz pensar em um desejo cego de revidar o mal com o próprio mal. A vida responderá de acordo com nossas ações; quem pratica o mal receberá o mal na mesma proporção; e da mesma forma é quando fazemos o bem. Nunca nos esqueçamos de que em um momento somos ofendidos e num momento posterior somos os ofensores, e, assim como queremos ser perdoados pelo Pai, perdoemos liberalmente, como o Pai Celestial nos perdoa liberalmente todos os dias.

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