Venceu o prêmio mas perdeu o noivo. Nos dois acontecimentos sua vida virou manchete dos jornais.
O primeiro a deixou feliz da vida, querendo compartilhar a notícia com a mãe (que morava em Paris) e os melhores amigos, Rachel e Daniel (que moravam em Lancaster).
O segundo já deixou um gosto amargo de fel na boca. Com uma traição dupla - não só pela traição em si, mas por ter sido com outra escritora concorrente ao prêmio -, Lauren viu sua vida ser esmiuçada pelas páginas de jornais sensacionalistas.
Após a cerimônia do prêmio, e com um baita bloqueio de escrita, ela se deixa convencer pela amiga e decide passar uns dias na ilha de Lancaster, cheia de lendas românticas, aparecimentos inexplicáveis e muitas flores.
Em seus primeiros dias em Lancaster, Lauren se encanta com a paisagem, com as histórias loucas de cupidos sendo roubados - e devolvidos -, barcos fantasmas que aparecem ao horizonte sempre no mesmo horário, o cheiro das mandarinas, e até mesmo de um certo morador local muito sexy...
Lindo, atlético, alto, rico, Jeremy sabia de seus encantos e não se poupava em usá-los.
Ele fica encantado com Lauren, que não só é muito bonita como é uma personalidade famosa. Isso poderia atrair mais moradores para a ilha, e não por acaso, Jeremy trabalhava com imóveis.
Mas nos poucos dias em que passou na ilha, duas coisas realmente marcaram Lauren: uma, foi sua conversa com um dos convidados na reinauguração de uma antiga pousada da ilha; outra, foi a história de amor envolvendo uma antiga casa. Uma casa que pertenceu ao dono do condado e que, segundo a lenda, era ela quem escolhia os seus moradores. Todos que moravam na casa não costumavam ficar mais do que poucos meses nela.
Com tantas informações e pela aura de magia que a cercou, logo o bloqueio de escrita dela se dissipa e ela começa a escrever uma nova história.
Em seu retorno a Londres, Lauren pesa os últimos acontecimentos de sua vida; sua correria na agenda; seu agente que a pressionava a escrever um próximo sucesso; a constatação de que era muito boa em relacionamentos de papel, mas um fracasso na vida real.
Resolvida a dar um "upgrade" em sua vida, Lauren faz oferta pela casa mágica em Lancaster e se muda para lá, para desespero de Norbert, seu agente.
No entanto, a magia que ela buscava estava além de suas palavras na tela de um computador. Estava nas flores que recebia toda manhã e na companhia de um homem que mexe com sua imaginação... Edmond.
Um cavalheiro no pleno sentido da palavra, que sabe encantar uma mulher com palavras e ações, mas também sabe ser ciumento e demarcar território.
A amizade entre Edmond e Lauren flui de maneira tempestuosa no início, mas o jeito cativante dele a conquista; e sua triste história de amor dá a Lauren a ferramenta certa para avaliar a própria vida e concluir que não se pode desperdiçar oportunidades que surgem.
O que era amizade passa a ser algo mais especial. Mas havia um empecinho; algo que não deixaria que eles ficassem juntos. Algo que poderia fazer com que Lauren, mais uma vez, fosse abandonada, e dessa vez para sempre...
A descrição feita da ilha (que é fictícia, mas segundo o enredo é uma ilha colonizada pelos ingleses) ajuda na visualização do quadro, e você consegue enxergar perfeitamente as montanhas, os jardins, o deck de observação, o Café Avalon, a pousada, a casa que ela compra.
Tem os personagens. Mesmo os secundários têm uma importância grande na composição da personagem principal. Algumas falas, como a da vizinha de Lauren em seu apartamento na Piccadilly, Consuelo, são marcantes.
E além disso, tem um pano de fundo bem interessante a ser descoberto; um mistério; tentativa(s) de assassinato e um final que mexe com as emoções.
Stand alone. Ritmo bom. Sem cliffhanger.
5 estrelas