A última carta do tenente -

    William Douglas

    Editora Planeta
    2016
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788542206371
    Português Brasileiro

    O que você faria se tivesse apenas doze horas de vida? Em 12 de agosto de 2000, um acidente com um submarino nuclear russo chocou a humanidade: cento e dezoito marinheiros ficaram presos quando o submarino Kursk afundou no mar de Barents, no norte da antiga União Soviética, após duas grandes explosões causadas por falhas em seu sistema de lançamento de torpedos. Após noticiado o acidente e o naufrágio houve grande comoção da opinião pública mundial, desejosa de que fosse constituída uma operação de resgate para salvar aqueles homens. Depois de algum atraso em aceitar a ajuda ocidental e muita pressão internacional, o governo russo finalmente cedeu e navios de várias bandeiras tentaram o salvamento. Quando os primeiros mergulhadores chegaram à carcaça do submarino, contudo, não havia mais esperança, todos os tripulantes já estavam mortos. Após abrirem uma janela no casco, os mergulhadores depararam-se, inicialmente, com quatro corpos. No bolso do uniforme de um deles foi encontrada uma mensagem, uma carta que, ao contrário do que se esperava, não relatava o acidente, mas era dedicada a sua esposa. A carta relatava a agonia dos vinte e três tripulantes que permaneceram vivos por algumas horas (ou talvez até um dia) após o naufrágio do submarino, e foi redigida por tato, revelando que os últimos momentos dos marinheiros foram passados em total escuridão. Este livro é uma coletânea dos ensinamentos, descobertas e emoções que poderiam estar escritos na carta, descoberta no bolso de um dos marinheiros mortos para sua esposa.

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    tamicentrismo24/09/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    A última carta

    Sendo completamente sincera, descobrir que não é uma carta verdadeira, e sim ficcional, foi algo que me emocionou bastante. O simples ato do escritor de se pôr à prova de uma situação real (o naufrágio do submarino russo Kursk realmente ocorreu) e escrever uma carta se estivesse lá, em suas últimas horas de vida, é tocante. Entretanto, para uma carta de despedida e entrega à morte e à esposa, é algo positivo demais. Sim, ele sente que precisa manter uma imagem terna de si para a esposa e se manter lúcido até o final. Essa parte, em específico, me intrigou. É um livro interessante, mas positivo demais para a situação em que o marinheiro se encontra. As palavras são inspiradoras e nos fazem refletir, de fato. Entretanto, para mim, faltou algo. Uma urgência, uma percepção súbita acerca da morte e da inexistência do dia seguinte para ele. É algo muito bonito e um campo ensolarado e verde de verão, que extingue todo o cenário de horror de um naufrágio e ausência de oxigênio (e luz, ao final).

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