Todos os tempos de Tempos de Paz - A história de um filme

    Lereby Produções

    Casa da Palavra
    2009
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788577341214
    Português Brasileiro

    Mais do que um 'making of' ou a simples compilação do roteiro, Todos os tempos de Tempos de Paz traz impressões de um time de primeira linha que, sob o ponto de vista música, da produção de arte, dos figurinos, da fotografia e, claro, da direção cinematográfica, fala da emoção e da alegria de levar para a tela o sucesso do teatro no qual o filme foi baseado - Novas Diretrizes em Tampos de Paz, de Bosco Brasil. A peça, estrelada por Dan Stulbach e Tony Ramos, foi muito elogiada pela crítica e impressionou Daniel Filho a ponto de motivá-lo a fazer o filme. Os dois atores voltam a ser Clausewitz e Segismundo, e, no livro, dão testemunho de suas experiências artísticas, tratando da construção dos personagens e de sua transposição do teatro para o cinema. Uma mesma história em nova dimensão, com o realismo que só o cinema pode proporcionar.

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    Stephanie Aguiar09/10/2023Resenhou um livro
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    Alguém precisa saber como se faz esse mingau...

    Assim como ao assistir o filme, o livro foi me transportando. Me transportando para tempos saudosos, daquilo que eu gostava de fazer, daquilo que eu sei fazer. Bosco Brasil foi genial ao escrever a peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz. Daniel Filho foi cirúrgico ao transformar o teatro em filme. E Dan Stulbach e Tony Ramos foram magistrais em suas interpretações. Gosto de filmes que tem poucas mudanças de cenas, que se concentram em poucos personagens. Eles me prendem, me faz sentir a história mais próxima. Como uma fofoqueira que observa a conversa alheia. Talvez seja por isso que eu gosto tanto do teatro. Ele te permite imaginar, assim como nos livros. Imagino o peso que foi para Daniel, transformar essa preciosidade em filme. E ele o fez, magistralmente, de forma incrível. A tenção entre os personagens é sentida não só nas palavras, mas nas expressões e movimentos. Dan com sua "timidez" entrega um personagem cheio de dores, mas que ainda procura uma nova vida, uma nova profissão. São recomeços para aquele que viu os horrores da humanidade, mas que não estão sujeitas a uma língua, mas sim ao ser humano. A crueldade pode ter vários idiomas, por mais doce que ele seja. Eu poderia passar a minha vida inteira recomendando esse filme, assim como Estrada 47. M entristece o pouco que esses filmes são conhecidos. São filmes que retratam uma parte da história que não pode ser esquecida, e que não esteve tão longe assim do Brasil, apesar de ter sido em outro continente. Esses filmes nos lembram que homens e mulheres que convivem ou conviveram conosco também sofreram com as dores da guerra. O cinema brasileiro vai muito além das comédias. Contamos histórias, felizes ou tristes, reais ou ficcionais. E fazemos com grande maestria. Esse livro é perfeito e mostra o quanto é difícil passar uma ideia para a tela.

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