"Eu te invejo, seu vermezinho abençoado. Você testemunhou a morte de um homem nobre" - Wilson Fisk
Na segunda parte do seu "A Queda de Murdock", Frank Miller chega ao que talvez seja o ápice da suas habilidades narrativas.
Matt Murdock, semi ensandecido devido à ruína imposta a sua vida pelo Rei do Crime, rompe com os amigos e com a população da cidade que jurou proteger, enxergando em todos o símbolo da sua tragédia.
Debilmente guiado pelo seu senso de moralidade a um confronto violento com seu algoz, testemunhamos o ocaso mais melancólico de um super herói.
A narração onisciente dos pensamentos de seus personagens, a repetição, e aqui também o paralelismo entre a queda de Matt Murdock e Karen Page, são as técnicas de escrita que Miller usa com maestria para tornar esse capítulo memorável e, na minha opinião, a melhor obra do autor.