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    Notas Contemporaneas (coleção W M Jackson #vol 16) -

    Eça de Queiroz

    livraria lello & irmão
    1945
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-10: 8571230285
    Português
    3.6
    4 avaliações
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    Resenhas (1)Ver mais
    Raul picture
    Raul22/03/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Há artigos fantásticos, memoráveis, mas há outros um tanto quanto tediosos -- ou extremamente sofisticados para uma mente tão vulgar, jovem e presunçosa como a minha. Vale a pena para quem quer "conhecer" melhor o Eça de Queirós e seu pensamento, sua vida, parte de seu dia-a-dia. Há de tudo um pouco. É um livro riquíssimo em informações, e bastante divertido. Dá um pequeno vislumbre da imensidão que era a vida desse gênio.

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    3.6 / 4
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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz