O cheiro da pólvora e sangue traz um inevitável adeus.
Promessas quebradas entrelaçadas em mentiras.
Até quando Emilia ira aguentar até quebrar sem volta.
Acho que seu eu tivesse que definir esse livro com uma palavra seria perdão.
Sim, perdão.
A Emilia e o Alex passaram por formas diferentes de libertação. Quando ela perdoa o pai que ela somente queria conhecer ela libertou do passado sofrido com a mãe por um pai que nunca foi presente. E o Alex quando o pai o protege do Saul e o liberta dos negócios.
O suicídio foi um fim um tanto triste porque ele nunca teve oportunidade de se redimir com o Sam ou de conhecer os netos.
Emilia e o Sam juntos foi uma possibilidade no início quando ela acredita que o Alex esta morto. Ei fiquei um pouco triste pelo Sam, mas o coração dela já pertencia ao Alex.
Alex não foi uma surpresa, porque ele já amava ela no primeiro livro e estava desistindo de tudo por ela quando foi baleado. E ele não conseguiu ficar muito tempo longe dela, ele lutou de volta para ela.
Emilia passou por muitas fases de descobertas, quando ela perde a mãe e se vê sozinha no mundo, quando o pai a renega, quando ela confia no Alex e se apaixona, quando ela acredita que ele está morto, quando ela se vê gravida e sozinha novamente, quando ela perdoa o pai, quando ela quase perde o Sam, quando ela descobre que o Alex está vivo e que não pode ficar com ela, quando ela recomeça e constrói uma vida para ela e seu bebe e finalmente quando ela aceita o Alex e decide recomeçar com ele.
Emilia foi uma das personagens femininas que mais cresceu, ela não foi infantil em momento nenhum, sempre uma lutadora carregando suas cicatrizes que ganhou dos impactos da vida. E realmente não tinha como esses dois homens não se apaixonarem por ela, a diferença é que apenas um deles a amou e tinha o coração dela, Alejandro Cortez.
“Promessas. Eu não acredito em promessas. Toda promessa feita a mim foi quebrada.”
“— Eu preciso do Alex. Eu não posso fazer isso sem ele. — Alex. Ela sempre vai amar Alex. Eu engulo minha amargura.”
“Agora eu aperto meus olhos fechados e empurro a memória de seu toque, seu cheiro, e sua voz para o fundo da minha cabeça. Eu engulo o nó na minha garganta e juro para o meu bebê que eu serei forte para ele ou ela. Hoje à noite eu tomo uma decisão que vai mudar o curso da minha vida para sempre - mas eu prometo a Alex cuidar de seu bebê, nosso bebê. Eu prometo ser a melhor mãe do mundo, apesar dos meus medos e minhas dúvidas. Eu prometo dar a meu bebê tudo que Alex sempre quis para si mesmo - uma vida normal, livre do cartel Estrada.”
“Mas eu não trocaria o tempo que tivemos juntos por nada. Meu peito se aperta quando penso o quanto eu a amo... e o bebê que eu nunca vou conhecer - meu bebê. Deitado aqui nesta maldita cama de hospital, eu luto com as escolhas que fiz em minha vida. Algumas boas, mais merdosas. Não que a minha palavra tivesse um peso enorme em minhas escolhas de carreira. Ainda assim, nada me assusta mais do que a decisão de deixar Emília e o nosso bebê e nunca olhar para trás.”
“Eu pauso, conflito correndo através de mim. Não há como negar que eu sinto coisas com Sam, talvez para ele também. E me sinto culpada por permitir isso. Estou chorando por Alex, o homem que eu amo, o homem com a certeza de que não posso viver sem. O homem que eu estou sem, porque está morto. No entanto, aqui eu me sento, em conflito, pois seu irmão me faz sentir viva.”
“— Você se importa com ela? Acha que se importa com ela? Você quer usá-la como isca, seu idiota. Você não se importa com ela. — Eu rosno para ele. — Você não usa alguém que você gosta... Você não coloca em risco uma mulher - uma mulher grávida, para atrair alguém para fora do esconderijo. Portanto, mantenha a sua preocupação com ela para si mesmo.”
“Demora um momento para tudo fazer sentido, mas mesmo depois desse momento, eu ainda não posso acreditar. Eles querem que eu fique com meu pai? Meu pai que me abandonou? Meu pai que me rejeitou? Meu pai que realmente nunca foi um pai? E eles acham que eu deveria confiar nele?”
“— O amor não desiste, Alex. — Sua voz é suave, mas cheia de convicção. — O amor se mantém mesmo quando não há mais nada para se segurar. — Ela começa a soluçar, e eu seguro suas mãos mais apertadas, suspirando de frustração. Ela tem razão, é claro. Ela está sempre certa.”
“Ela ofega quando eu puxo o colar de bússola do meu bolso e o seguro. Colocando-o em sua mão trêmula, eu lhe digo o mesmo de quando lhe dei o colar. — Você nunca mais se perderá, Em. Você sempre me terá, mesmo quando eu não estiver com você.”