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    Memorial da cabanagem - Esboço do pensamento político-revolucionário no Grão-Pará

    Vicente Salles

    Edições CEJUP
    1992
    319 páginas
    10h 38m
    ISBN-10: 8533800347
    Português Brasileiro
    4.4
    6 avaliações
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    "Memorial da cabanagem" do historiador paraense Vicente Salles, analisa a revolução cabana, sua ideologia e efeitos, expõe as consequências do movimento, identifica personagens de maior vulto e martela com vigor no ponto o qual foi um marco - as ideias republicanas. Iniciada em 1835, a Cabanagem é reconhecida como a rebelião mais radical do tempo das regências, pelo antagonismo das forças conflitantes, resultado da organização política ultrapassada, provável reflexo, ainda, de várias lutas internas ocorridas em 1823 - quando o Pará era governado por regime opressor, imposto por junta portuguesa que se negou em reconhecer a Independência. O objetivo desta obra é exposto pelo autor no prefácio: "Tento esboçar neste trabalho a história do pensamento político-revolucionário do Grão-Pará. Em tese, este é o pensamento das classes oprimidas, que se exprime principalmente no esforço para sacudir o jugo infamante. Reflete, entre nós, a luta pela cidadania em que tanto se empenharam índios e negros, solidários das mesmas vicissitudes, pela condição de servos e escravos, na sociedade modelada pelo colonizador europeu que a eles se opunha. Em toda a parte, as relações entre dominadores e dominados suscitaram reflexões e, por vezes, pronunciamentos vigorosos dos humanistas, casta de indivíduos que consideram o Homem a principal peça da História. Também aqui, na Amazônia, ecoaram as vozes dos humanistas, dos que aspiram melhor e mais justa organização da sociedade.".

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    Amapá e Amazônia28/03/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    No prefacio da obra, o autor, Vicente Salles, explica qual o objetivo de sua obra: “Tento esboçar nesse trabalho a história do pensamento político-revolucionário no Grão-Pará. Em tese, esse é o pensamento das classes oprimidas, que se exprime principalmente no esforço para sacudir o jugo infamante. Reflete entre nós, a luta pela cidadania em que tanto se empenharam índios e negros, solidários nas mesmas vicissitudes, pela condição de servos e escravos, na sociedade modelada pelo colonizador europeu a que eles se opunha”. Ainda segundo o autor, a obra ganhou esse titulo em menção a escultura Oscar Niemeyer: “Nenhum título me pareceu mais adequado. Este coincide com a concepção do arquiteto Oscar Niemeyer, autor do monumento inaugurado em Belém (1985), o Memorial da Cabanagem. O monumento simboliza o caminho da história. Houve a quebra e queda de um fragmento – o instante em que a Cabanagem foi esmagada e se desprendeu da História. Mas a parte que tombou, o Ideal Cabano, necessita ser recolocado no caminho da História, donde é inseparável”. Fonte:

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    Vicente Salles

    Vicente Juarimbu Salles, ( 27 de novembro de 1931 — 7 de março de 2013) nasceu na Vila de Caripi, município de Igarapé-Açu, nordeste do Pará. Foi historiador, antropólogo e folclorista paraense considerado um dos mais importantes intelectuais do século XX, da Amazônia e do Brasil. Entre os trabalhos mais importantes de Vicente Salles, estão os livros “História do Teatro do Pará”, “Vida do maestro Gama Malcher", "Negro do Pará – sob o regime da escravidão" e "Santarém: uma oferenda musical". Sua obra “O negro no Pará sob o regime da escravidão” foi um marco divisor nos estudos sobre o negro na Amazônia que contrariou a tendência dos estudos antropológicos e historiográficos da época, segundo os quais a quantidade de negros escravos migrados para a Amazônia não era suficiente para assentar uma dinâmica cultural relevante.[1] Em vida, publicou 24 livros e cerca de 50 microedições, além de ensaios em obras coletivas. Vicente Salles morreu aos 81 anos de parada respiratória, na cidade do Rio de Janeiro.

    14 Livros
    1 Seguidor
    País, Brasil

    Vicente Salles