Há algum tempo, assistindo a um vídeo sobre estantes de livros de "famosos", vi, na do escritor Raphael Montes, esse livro para o qual, obviamente, ele teceu inúmeros elogios.
Assim que vi a capa, lembrei que já a havia visto anteriormente e isso aguçou ainda mais a minha curiosidade.
Imediatamente, procurei sobre o livro e consegui ver algumas poucas resenhas. Evitei aquelas com "spoilers" e cheguei à conclusão de que precisava ler a obra.
Comecei a procurar o livro e encontrei online para vender. O preço era justo e a edição de 1984 estava impecável para o tempo. Comprei.
Iniciei a leitura, que admito não ser tão fluida como a de alguns livros atuais, mas, ainda assim, gostei. Li avidamente e só não devorei em um único dia por questões do trabalho.
Na metade do livro, desconfiei do desfecho e, de certa forma, acertei quase tudo. Aliás, meu único equívoco foi determinado pela frase final, pois, nela, há tanto significado que eu percebi que a minha ideia, no todo, estava errada quanto à motivação de uma das personagens.
No geral, na obra há muitas descrições, inclusive algumas que não nos farão tanto sentido seja pela época ou pelo lugar. Há também muita reflexão de um personagem.
Eu não diria que se trata de um romance policial. Não, nada disso. É um suspense. É a mente humana com seus dilemas criados pela culpa (até me lembro de alguns clássicos).
Eu adorei o livro. Aliás, como vi em uma resenha, o pós-guerra deu uma melancolia a algumas obras, tornando-as mais interessantes. A leitura é válida demais e é sempre bom encontrar livros antigos - com ou sem status de "clássico" - para se deliciar.
A minha única crítica negativa é que eu gostaria um Epílogo maior (como se o meu querer bastasse).
A propósito, há um filme de 1955 chamado "As Diabólicas". O filme é uma adaptação do livro ao que parece; já estou procurando para assistir e, quando conseguir, pode ser que eu edite essa resenha.
No mais, leiam! Não se assustem pelas linguagem e forma. Deixem que a bruma faça acontecer!