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    Eu Te Odeio! -

    Corey Taylor

    Editora Planeta
    2016
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788542206944
    Português Brasileiro
    3.8
    90 avaliações
    Leram132Lendo11Querem207Relendo0Abandonos6Resenhas12
    Favoritos12Desejados207Avaliaram90

    Mascarado, Corey Taylor arrasta multidões cantando músicas aterrorizantes com o Slipknot. Ele tem muito mais a dizer e não será nada delicado! Eu te odeio! é uma crítica direta, sem meias palavras, ao mundo moderno e a tudo aquilo que consideramos comum. Responsável pela condução de uma banda onde os integrantes vestem máscaras típicas de um filme de terror, Taylor faz uma avaliação devastadora, e ao mesmo tempo engraçada, sobre a sociedade atual, alfinetando os padrões de comportamento humano a partir de histórias reais vivenciadas por ele. Trabalho, escolas, educação dos filhos, a preocupação com o planeta, programas de televisão, bebida, drogas, reuniões de famílias e outras práticas do cotidiano são ridicularizadas pelo vocalista. Não se engane: o autor deste livro não é o Corey Taylor sem máscara, normalmente educado. Também não é o profissional que se preocupa com os fãs e os atende educadamente. Este é o nº 8! É aquele mascarado que canta músicas infernais no Slipknot. E ele está sem limites! Engraçado, profano, blasfemo e, acima de tudo, verdadeiro, Eu te odeio! é a pior versão de Corey Taylor e expõe o que há de mais insano e ridículo na sociedade moderna.

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    Resenhas (12)Ver mais
    Diogo Hilário picture
    Diogo Hilário15/03/2021Resenhou um livro
    0

    De fato, concordo com uma ideia principal que Corey trabalha neste livro: existem muitos idiotas no mundo. No entanto, seu grande problema é querer criticar essas pessoas as encaixando em determinados estereótipos e se utilizando de uma argumentação tão superficial e genérica quanto minha frase de concordância. Mal consegui chegar na metade do segundo capítulo. Além da estereotipação grosseira, Corey se dispõe a criticar a estupidez humana, fazendo-o à maneira de seu alvo. A agressividade de seu discurso vai além de uma revolta e acaba expressando posturas toscas, machistas e absolutamente desnecessárias para se argumentar: "cara de xoxota" (p. 31), "atirar bolinhas de cuspe empapadas de suco de xoxota" (p. 21) e aquelas típicas falas de consentimento de que mulheres fazem alguma "merda" e depois "reclamam quando os homens ao redor começam a tratá-las como putas [...]" (p.32). A generalidade se expressa facilmente por categorizações como "vocês", "todos" e "Todos os caras". Além disso, senti certo tom em seu texto daquela visão de "mundo degenerado", em que os tempos passaram, tudo está em decadência e a tendência é só piorar, algo que sempre está atrelado a um falso saudosismo ao passado, onde se limita a enxergar determinados pontos positivos conveninentes a quem diz e se desconsidera o resto. Também, não consigo mais dissociar esse tipo de discurso com suas possíveis e reais consequências políticas. A contradição é vista no moralismo pregado: "Bem, esses merdas usam tantos xingamentos que é incrível que estejam na TV. Porém, as pessoas ficam tão impressionadas por esse lixo, chamado reality TV, que acreditam que todos vivem assim e decidem fazer o mesmo" (p.31). Bem, isto é dito em um livro repleto de xingamentos... É claro que a abrangência de público e a repercussão de um reality show é muito maior que seu livro, mas este não deixa de ser um meio de comunicação que torna públicas suas ideias. Inclusive, o controle de restrição de idade ao acesso a conteúdos é muito mais presente na TV que em livros. Além disto, Corey não apenas é escritor, mas também é músico, e Slipknot ( que tem muitas músicas que gosto) foi bastante marcada pela agressividade em suas estética, performances, letras e sonoridade, além de, claro, muitos xingamentos. Longe de mim querer reforçar o moralismo, até porque xingo muito em conversas com pessoas íntimas, mas querer reclamar do outro por algo que você faz? Hipocrisia é demais pra mim. Ainda neste ataque a reality shows, Corey nos apresenta uma frase interessante: "É uma coisa confusa e grosseira, desprovida de classe, moralidade ou até vocabulário desenvolvido" (p. 31). Ora, mas isto não é um resumo de seu capítulo, ou, talvez, até mesmo de seu livro? kkk... Ou ele tem a convicção de que acrescentar frases do Sarte e do Einstein no começo de sua obra e uma meia dúzia de palavras incomuns o legitiima a um patamar superior àquilo que está condenando?

    6 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 90
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas4%
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    Corey Taylor

    Corey Todd Taylor é músico, notavelmente conhecido como vocalista das bandas Slipknot e Stone Sour. Em 2011 publicou seu primeiro livro "Seven Deadly Sins" (Sete Pecados Capitais), que é um livro de autobiografia. Em 2013, lançou seu segundo livro "A Funny Thing Happened On The Way To Heaven", que trata-se de um livro de crônicas. No processo de composição do álbum duplo "House of Gold and Bones" produzido com a banda Stone Sour, ajudou a escrever uma série de quadrinhos publicados pela Dark Horse Comics, que levam o nome do álbum.

    4 Livros
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    Iowa, Estados Unidos da América

    Corey Taylor