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    Mafuá do Malungo -

    Manuel Bandeira

    global editora
    2015
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9788526021693
    Português Brasileiro
    3.5
    16 avaliações
    Leram2Lendo3Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados2Avaliaram16

    Em itinerário de Pasárgada Manuel Bandeira observa que o africanismo malungo significacompanheiro, camarada, e não deixa de confessar: sou poeta de circunstâncias e desabafos. Mafuá do Malungo é assim um livro muito próximo da realidade do poeta, um de seus derradeiros autorretratos. Publicado primeiramente em 1948,em edição impressa manualmente por João Cabral de Melo Neto em Barcelona, a maior parte de seus poemas remonta à tradição lírica dos versos de circunstâncias concebidos de maneira cortês para álbuns de família. Temos aqui poemas dedicados a muitos de seus amigos diletos como Carlos Drummond de Andrade, Ribeiro Couto, Lêdo Ivo, João Condé, Guimarães Rosa, Rachel de Queiroz, Alphonsus de Guimaraens Filho, Thiago de Mello, bem como dezenas de poemas em homenagem a filhos de amigos e a escritores estrangeiros de sua predileção, como Verlaine. São os tantos malungos que o poeta quis com muito carinho e afeto guardar no coração. Um livro em que as palavras brincam umas com as outras, caminham da "emoção social" às dedicatórias despretensiosas e por vezes desconcertantes. Um baú de tudo o que há de mais diverso e divertido na obra de Bandeira.

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    Jacilene Colaço picture
    Jacilene Colaço06/02/2017Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um bom livro para conhecer os amigos do Manuel Bandeira

    Lançado originalmente em 1948, Mafuá do Malungo parece ser algo bem intimo, feito para poucos. É dividido em quatro partes (Jogos Onomásticos, Lira do Brigadeiro, Outros Poemas e A Maneira De...), e vou tentar descrever da forma mais breve possível o que eu vi nas 120 paginas. Mas antes vamos ver o significado do titulo, que, pelo menos pra mim, era incompreensível. Mafuá do Malungo: Mafuá - feira popular de diversão. Malungo - 1. camarada, companheiro, parceiro. 2. forma como se tratavam escravos africanos vindos da África na mesma embarcação. Sendo assim, temos um livro com base na amizade, visando distribuir afeto. Precisei pesquisar "onomásticos" também, e descobri que é o estudo de nomes próprios. E é isso que Bandeira faz em boa parte do livro, poemas onomásticos, versos inspirados em nomes de amigos, pessoas que ele admirava, em datas especiais como aniversários, nascimentos, e também em dedicatórias de livros. Nunca li nada de Bandeira além de trechos soltos pela internet, mas mesmo assim percebo um contraste entre o que li por aí e esse livro. As rimas são simples, bobas, e nos dá a impressão de um poeta amador. O que pretendia Manuel Bandeira ao se mostrar dessa forma? Rir do leitor ou rir de si mesmo? Resenha completa no blog Bala de Limão.

    1 curtida

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    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas6%
    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho