Rei Lear (Coleção Obra - Prima de cdada Autor #V.57) -

    William Shakespeare

    Martin Claret
    2007
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788572324380
    Português Brasileiro

    Poeta nacional da Inglaterra e maior dramaturgo da literatura universal, William Shakespeare4 escrevu8 suas obras para um pequeno teatro de repertório, no final do século XVI e início do século XVII. Sempre admirado na Inglaterra, foi sobretudo no começo do século XIX, com o romantismo, que sua figura alcançou indiscutível glória universal. Não teria exagerado afirmar que nenhum outro escritor exerceu influência equiparável sobre a literatura moderna. Rei Lear ( 1605 - 1606 ) transcorre em torno do enlouquecimento de um rei, que precisa descrever uma árdua trajetória para torna - se simplesmente homem. Esta tragédia é um magistral estudo psicológico das paixões humanas.

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    Rayan Gomes Queiroz Ramos picture
    Rayan Gomes Queiroz Ramos09/02/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Minha primeira experiência prazerosa com leitura de um peça de teatro, irei até dar outra chance a Hamlet depois desse. Claro que por ser um livro de peça não dá para transmitir empolgação em momentos de ação, pois você no máximo tem um (lutam) e (morre), porém mesmo só com os diálogos essa aqui é muito boa. Achei bem abordada a temática do envelhecimento e da consequente perda de juízo, as filhas não tem tempo e saco para os caprichos do pai agora que ele está velho e passou suas riquezas a elas, apesar de suas inúmeras juras de amor na hora de repartir os bens, que é algo interessantemente atual, seres humanos em geral nunca foram muito bons em lidar com aqueles que estão velhos, aqueles que tem comportamento diferente do """normal""", aqueles com doenças mentais, etc, uma combinação disso tudo resulta nessa indiferença que as filhas demonstram com o pai, que só o faz piorar, toda essa temática me lembrou o filme "The Father", que trata desse tema e é um ótimo filme. É meio óbvio para o leitor dos tempos atuais que Cordélia, a única que não se ajoelha e despeja promessas de amor ao pai na hora de repartir os bens, seria aquela que teria pena dele e tal, eu percebi isso logo que a cena rolou, porém a personagem dela é bem pouco utilizada, ela some a maior parte do livro, volta no final e logo morre, ela é mais um degrau pro personagem do Lear que um personagem por si, ela existe pra ele banir ela, se arrepender, ver ela morrer e consequentemente morrer também de amargura. Além disso tem várias intrigas rolando e gente se matando e se corneando, além de uns diálogos legais quando os personagens começam a discursar sobre a vida, tipo o Edmundo criticando horóscopo (sendo bem anacrônico, mas é basicamente isso), o Bobo dizendo umas verdades na cara do Lear e o Lear em seu momento de loucura tendo falas bem sãs e filosóficas como "Põe couraça de ouro no pecado e a terrível lança da justiça se quebrará impotente contra ele. Arma-o com farrapos, que a palha de um pigmeu o traspassará" no meio de umas falas nada a ver. Enfim, tem seus altos e baixos, mas achei um livro bem legal, apesar de suas limitações.

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