A Desobediência Civil -

    H.D. Thoreau

    Edipro
    2016
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788572839686
    Português Brasileiro

    Thoreau foi um homem de ação. Após deixar de pagar um imposto por não acreditar haver outra forma de mostrar sua discordância com relação aos atos do governo (a guerra contra o México, a escravidão, o tratamento dado aos índios) ele foi preso em 1846 durante um dia, mas alguém pagou seu tributo para que ele saísse da prisão. Suas explicações sobre a legitimidade de seus atos são, em seguida (1848), argumentadas em sua palestra Obrigações e direitos do indivíduo em relação ao governo, publicada em 1849 sob o nome Resistência ao governo civil. Em 1866, o texto foi impresso intitulado Desobediência Civil. A presente obra inclui, além da tradução de Desobediência Civil, o tributo publicado por Ralph Waldo Emerson, em 1862, o qual pode ser considerado a primeira tentativa de produção de uma biografia sobre Thoreau. Emerson e Thoreau foram duas grandes figuras do movimento transcendentalista dos EUA. Os dois lados não exatamente de uma mesma moeda, mas uma moeda similar: o primeiro, mais abstrato e filosófico; o segundo, voltado para a ação, para a realização da filosofia de uma nova nação.

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    Silas Rocha10/11/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

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    Thoreau tem umas ideias meio extremistas mas com o comentário do tradutor que demostrou bastante familiaridade e estudo no assunto Thoreau, que limpou essa imagem dele, deu para interpretar melhor. Thoreau foi um homem que por objeção de consciência não participou de uma guerra injusta que massacrava mexicanos por razões inglórias, não pagou impostos para um estado que ceiava com escravistas e por mais que muitos falassem mal dos senhores de escravos, ninguém fez algo pra acabar com essa blasfêmia. Ele sim, foi preso, por não pagar um dólar e alguns centavos para a guerra em impostos, protestando ativamente e nessa prisão, começou a escrever essa obra que não foi célere antes de algumas décadas após sua morte. Luther King e Ghandi, nomes conhecidos que apreciaram abertamente até, no caso do primeiro, esse ensaio. Agora, uma parte bela do livro: "É como se o estado se penitenciasse ao ponto de empregar alguém que o castigasse enquanto peca, mas não o bastante para parar de pecar por um estante sequer."

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