No dia da edição dessa resenha, nos deparamos com a notícia de que, em breve, haverá uma moderna adaptação da obra para os cinemas. Esse fato, por si só, demonstra a força e o carisma dessa obra lançada em 1979, pelo alemão Michael Ende.
A história sem fim (AHSF) se divide em duas partes. A primeira, trabalha com o encontro do livro mágico por Bastian e do acompanhamento ativo das aventuras (ou desventuras) de Atreiú e do Dragão da Sorte Fuchur na missão de encontrar a cura para a Imperatriz Menina, que tinha seu reino Fantasia ameaçado pelo Vazio, que consumia a tudo e a todos. Na segunda fase, Bastian é levado para dentro de Fantasia, com o poder de realizar seus sonhos. Aqui, Bastian assume o protagonismo e a história ganha um viés adulto.
AHSF é daqueles livros que o leitor pode ler várias e várias vezes e, em todas chegará a conclusões diferentes. Daí a razão de ser um clássico atemporal.
Tive a oportunidade de ler numa edição antiga da Martins Fontes, com as cores diferentes e belíssimas ilustrações de cada capítulo. Aliás, cada letra do alfabeto inicia um capítulo. E, demais disso, foi o segundo livro da “leitura a dois”, que tive o prazer de compartilhar com a queridíssima Akemi, que me mostrou que, por mais que o livro seja considerado infanto-juvenil, é um livro adulto e com temática correspondente.
Por fim destaco um detalhe bem interessante. O autor tomou o cuidado de não encerrar a aventura dos personagens secundários. A princípio, quando eu chegava na frase “essa é outra história e terá de ser contada em outra ocasião”, ficava chateado porque esperava um desfecho. Mas, com o passar de páginas entendi o que pretendia o autor e como era genial esse “final aberto”.
Com toda certeza esse livro tomou um lugar especial em minhas leituras e voltarei a lê-lo, por tantas outra vezes.