Em Uma Escada que Deságua no Silêncio, o objeto limado pelo autor é o território bruto e confuso da memória. Dessa forma, o autor evoca o aprofundamento aos temas básicos da condição humana: a solidão, o amor e a morte. Embora recorrentes, é verdade, no caso de Uma Escada que Deságua no Silêncio não pecam pela banalização ou gratuidade sentimentalista; dialogam com emanações da memória de forma dialética e, por vezes, produzem impasses. Nessa batalha o autor atinge o limite possível da expressão poética encarnando densidade, conteúdo e tratamento estético conciso.
Uma escada que deságua no silêncio -
Milton Rezende
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Milton Rezende
Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em setembro de 1962. Viveu parte da vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público, atualmente trabalha e reside em Varginha (MG). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de nove livros publicados: “O Acaso das Manhãs” (Edicon, 1986), “Areia (À Fragmentação da Pedra)” (Scortecci, 1989), “De São Sebastião dos Aflitos a Ervália – Uma Introdução” (Templo, 2006), “Uma Escada que Deságua no Silêncio” (Multifoco, 2009), “A Sentinela em Fuga e Outras Ausências” (Multifoco, 2011), “Inventário de Sombras” (Multifoco, 2012), “Textos e Ensaios” (Multifoco, 2012), “O Jardim Simultâneo” (Penalux, 2013) e “A Magia e a Arte dos Cemitérios” (Penalux, 2014). Possui inédito o livro: “Mais uma Xícara de Café”.
