“Borboletas. Azuis, marrons, amarelas... Não importam as cores, mas a leveza que transmitem. São como crianças. Não mentem. Não magoam. Não agridem. Apenas se transformam” (p. 11).
Todo livro tem uma peculiaridade, uma característica marcante que fica impregnada em sua narrativa e atrai o leitor para um mundo inusitado. Isie Fernandes conseguiu surpreender com aspectos únicos e inimagináveis, caso optasse por conceituar essa obra com um adjetivo, esse seria: enigmático.
A autora ludibriou o ledor com sua narrativa simples, revezando ações e atitudes inimagináveis em uma gama de segredos que tecem a teia da trama, envolvendo todos os personagens nesse enredo significativo. Por isso todo esse universos surpreende, pois julgamentos acabam por serem errôneos quando não se presta atenção em detalhes considerados, talvez, insignificantes. Então, daí é perceptível os segredos e mistérios que se encontram impregnados no texto.
A estória é um romance de ficção cientifica, onde a sutileza da poesia é descrita com relatos das fases das borboletas. O suspense é tão enfático, com argumentos coesos que ser cativado deixa de ser uma opção e passa a ser uma “prisão” que lhe prende do começo ao fim, sendo gritante a necessidade para saciar a fome por maiores informações.
Todo o cenário paradisíaco apenas contribui para a percepção que a autora se empenhou por desvendar e construir um mundo diferente, sendo a pesquisa profunda e com impacto direto na sua escrita. Tudo aquilo que um leitor precisa ter estão presentes nessas páginas mágicas, ou seja, todos são elos para completar os quebra-cabeças; biblioteca, livros, lugares, dúvidas, traições, amizades e outros sentimentos ambíguos que se entrelaçam em um convite silencioso, tendo como fundo cenários prazerosos e a maravilhosa vila de Cacha Pregos.
Então, o que posso realmente afirmar é que todos os vínculos são indissociáveis, prendendo Amel, Benjamin, Calebe, Igor, Elaine, Leonardo e tantas outras figuras em incógnitas complexas, onde heróis podem ser vilões, onde a transparência possa ser um disfarce e onde o amor pode ser confuso.
Ansiedade para o lançamento, esperando que a continuação seja tão contagiante como essa e que todas as dúvidas sejam respondidas, onde as intrigas serão apenas mais uma ligação com a curiosidade latente, e que o impacto positivo também se faça presente.
“Borboletas são fascinantes. Nascem como ovos e tornam-se larvas, depois entram na fase de pupa, quando ocorrem suas maiores transformações. Só então surge um lindo inseto de asas coloridas cheio de vida que, dançando de flor em flor à busca do néctar, facilita o contato entre as plantas, realizando a polinização” (p. 29).