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    A Intrusa -

    Júlia Lopes de Almeida, Júlia Lopes de Almeida

    Pedrazul
    2016
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788566549331
    Português Brasileiro
    4
    14 avaliações
    Leram21Lendo1Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Ele nunca a viu, mas se apaixonou por sua alma! O século XIX caminhava para o fim, o Rio de Janeiro vivia o auge da cultura cosmopolita, a Belle Époque, marcada por profundas transformações culturais que se traduziam em novos modos de pensar e viver o cotidiano. Em meio à aristocracia carioca um rico advogado, viúvo, mas ainda jovem e atraente, era perseguido por mães casamenteiras que desejavam ter um genro rico e influente. Mas ele se esquivava resoluto, decidido a manter sua viuvez. Do casamento com a filha de um barão – para quem ele fizera uma promessa no seu leito de morte de nunca mais voltar a se casar –, restou uma filha, uma garota mimada e sem modos, criada pelos avós maternos, cuja sogra baronesa fazia-lhe todas as vontades. Infeliz pela má educação da menina, ludibriado por um escravo que usava as suas roupas, fumava os seus charutos, bebia fartamente de sua adega e ainda inflacionava as contas da casa, ele decide contratar uma governanta. Desconsiderando todas as críticas por parte dos amigos e da sogra ciumenta, ele pede ajuda ao padre Assunção, seu amigo de infância, para o qual impõe uma única condição: que ele jamais visse a governanta. Atendendo ao anúncio do jornal, aparece Alice Galba que, curiosamente, aceita a estranha condição: quando o advogado entrava pelo portão do casarão, Alice se escondia. Dela ele apenas sentia o cheiro e sua boa influência pela casa e na educação de sua filha. Suas roupas agora estavam impecáveis, a mesa sempre bem posta e com flores, a comida gostosa, os móveis reformados, de forma que ele começou a desejar ansiosamente voltar para sua agora agradável moradia. Vez ou outra ele encontrava um livro que, na pressa de fugir, fora esquecido aberto sobre uma poltrona e, com o passar dos meses, ele passou a notar a doce presença de sua alma pelos cômodos da casa. Alma que ele já ansiava ver o rosto, mas não podia.

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    °)°(°PPStC|4ir19/02/2019Resenhou um livro
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    ...Apaixonar-se pela Sublime Essência de uma Nobre Alma Feminina...

    Um jovem viúvo contrata uma governanta, com uma excêntrica condição: a de que não podiam jamais se verem e nem se falarem... Fruto de um juramento feito a moribunda Esposa em seu leito de morte ( de que jamais amaria nem se casaria com outra mulher) ... No desenrolar da história há ainda o ciúmes da Sogra que teima em vigiar e por a rigor o Juramento do Genro à sua falecida filha... E com o tempo ele começa a perceber todo o esmero refinamento, a Delicadeza e toda a Essência Benéfica daquela discreta Jovem governanta em seu Lar, mesmo sem ao menos vê-la, mas sentindo-a em cada canto de sua casa como uma Relíquia de mulher colocando ordem, vida e beleza onde não havía! .................... - Alice me fez lembrar um pouco da Helen Graham do livro: A Inquilina de Wildfell Hall( de Anne Brontë), ambas vestiam negro, em torno de ambas pairava um ar de mistério, e porém ambas são de uma RARIDADE quase ANGELICAL de Jovens Mulheres! Também achei igualmente ENCANTADORA esta Alice! ...Alguns trechos mais do final do livro: "Para mim ela não é uma mulher, é uma alma apenas, que me enche a casa de perfumes, de conforto, de doçura, como nunca tive em minha vida. " " Entretanto, ele contemplava-a pela primeira vez. Era mais bonita do que pensava: tinha a pele suave, os olhos expressivos, as pestanas longas e o cabelo era escuro e abundante... A mão esguia, branca, movia-se sobre o papel num leve tremor nervoso. Argemiro pensava: "Fui um estúpido; eu deveria ter apressado este instante. Ela é deliciosa!" E aspirava num deleite o aroma que vinha dela, aquele cheiro de cidrilha, de malva ou flor de fruta e que constituía já uma das suas necessidades."

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    Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida

    Contista, romancista, cronista, teatróloga, palestrante e abolicionista brasileira, uma das idealizadoras da ABL (ainda que seu nome tenha sido "apagado"). Com grande e importante produção literária, participou ativamente de sociedades femininas de sua época.

    43 Livros
    67 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida